Pr. Edivaldo's profileINSTANTES COM DEUSPhotosBlogListsMore Tools Help

INSTANTES COM DEUS

Pr. Edivaldo Rocha

Occupation
Location
sou pastor da 1ª Igreja Evangélica Batista em Ferreiros. Anteriormente atuei na Igreja Batista em Apipucos como pastor auxiliar. Conclui o Curso de Bacharel em Teologia pelo STBNB e hoje curso Licenciatura em Letras pela faculdade São Miguel.
Secularmente atuo prefeitura do Recife como agente de saúde.
ENDEREÇOS DE LINKS EVANGÉLICOS QUE VALEM A PENA CONFERIR. PARA VER DETALHES SOBRE CADA ITEN CLIQUE EM LINK´S AMIGOS
VARIADAS
by 
by 
by 

Custom HTML

 DESAPARECIDOS!






Custom HTML

Custom HTML




VALEU POR TER PASSADO POR AQUI.
QUE TAL DEIXAR A SUA MARCA DEIXANDO UM RECADO E UMA DICA PARA OUTROS INTERNAUTAS.
UM ABRAÇÃO E FICA COM DEUS!



Please wait...
Sorry, the comment you entered is too long. Please shorten it.
You didn't enter anything. Please try again.
Sorry, we can't add your comment right now. Please try again later.
To add a comment, you need permission from your parent. Ask for permission
Your parent has turned off comments.
Sorry, we can't delete your comment right now. Please try again later.
You've exceeded the maximum number of comments that can be left in one day. Please try again in 24 hours.
Your account has had the ability to leave comments disabled because our systems indicate that you may be spamming other users. If you believe that your account has been disabled in error please contact Windows Live support.
Complete the security check below to finish leaving your comment.
The characters you type in the security check must match the characters in the picture or audio.
Boa noite Pastor, tudo bem? Obrigada por me visitar e por deixar tão linda mensagem!!!! Um grande abraço para você e sua esposa. Fique na paz do Senhor. bjs ReginaRosa vermelha
July 12
June 13
Olá Pr. Edivaldo
Estou retribuindo sua visita, fico mto feliz em encontrar por aqui pessoas q servem à este nosso Deus maravilhoso.
Terei o maior prazer em ajudá-lo a encrementar o seu blog.
 
fica na paz
márciaRosa vermelha
 
 
 
May 13
  Olá Pastor, tudo bem? A sua página está linda e edificante. Gostei do novo visual bem alegre!!!! Deus continue abençoando Você, sua família, seu trabalho. Continue sendo vaso usado por Deus. Um abraço da sua irmã em Cristo, ReginaRosa vermelha
Apr. 19
August 31

Gn 22:7b-8

DEUS PROVERÁ

*Pr. Edivaldo Rocha

“Perguntou-lhe Isaque: Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto? Respondeu Abraão: Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto; e seguiam ambos juntos” (Gn 22:7b-8).

Semana passada nós falamos da fé que é um dos elementos que caracterizam a personalidade do cristão. O escritor da carta aos hebreus já disse que “sem fé é impossível agradar a Deus(Hb 11:6). Por isso, nós entendemos que se um crente tem o desejo de agradar ao seu Deus, ele não poderá deixar de exercitar essa virtude cristã. Não importa o tempo que temos na carreira cristã, sempre precisamos aprender mais sobre fé. Aconteceu assim com o pai da fé, Abraão, porque seria diferente conosco.

A história de Abraão é uma das mais belas histórias de fé de toda a Bíblia. Mesmo quem já conhece os detalhes, não se cansa de ouvir mais uma vez e aprender mais um pouco sobre esse personagem que se tornou um ícone judaico-cristão, no que diz respeito a relacionamento com Deus.

O primeiro desafio de fé que Abrão (antes de Deus mudar-lhe o nome) notou em sua vida, aconteceu no dia em que Deus disse-lhe: “sai da tua terra, do meio dos teus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu te mostrarei” (Gn 12:1). Só o fato de imaginar alguém sair de junto de sua família em direção a um lugar estranho aos olhos dessa mesma família parecia loucura, visto ser algo que assusta tremendamente. Quantas pessoas vocês já não viram abandonar a sua casa em verdadeiros êxodos para o sul do país. Pessoas que com suas famílias deixaram tudo que tinham e todos que conheciam para trás em direção a uma cidade que não sabiam ao certo onde ficava, tão pouco se haveria lugar para eles lá. Quantos saíram e nunca mais deram notícias; quantos voltaram dizendo que não encontraram a terra que “mana leite e mel”.

Histórias como essas nos fazem ponderar o quão difícil foi o chamado de Abrão. Contudo iniciada a sua peregrinação surge outro problema: de que adiantaria conquistar uma “terra próspera” se ele não teria muito tempo para desfrutar dela, visto a sua idade avançada. No capítulo 15 de Gêneses, Abrão apresenta esse dilema a Deus. Este por sua vez, desafia Abrão mais uma vez a ter fé e diz (paráfrase): não importa que você e sua esposa tenham quase cem anos de idade, eu darei um descendente a você que será o início de uma grande nação.

Quem não duvidaria de situação tão descabida. Um casal de quase cem anos gerando uma criança. Por mais que Abrão tivesse vitalidade suficiente para coabitar (ter relações) com sua esposa, o aparelho reprodutor da mesma já não andava com esse vigor todo. Qualquer parente ou amigo que ouvisse essa promessa de Deus a Abrão, com certeza o desencorajaria para que não tivesse suas esperanças frustradas. Nesse sentido me recordo de uma palestra (em vídeo) sobre motivação, ministrada pelo professor Gretz.

Em certo momento da palestra ele disse, mais ou menos, assim: do lado de fora do auditório, muitos urubus estarão esperado por vocês para saberem e sugarem de vocês o que vocês aprenderam e desenvolveram nessas horas em que conversávamos. Muitos dirão que isso não passa de um discurso bonito (que eu vivo de palestra e não faço nada disso). Por isso não diga a eles o que vocês aprenderam aqui, porque eles farão de tudo para que vocês se desmotivem novamente. Há pessoas que não ficam felizes com a alegria e esperança dos outros; há pessoas que fracassadas que não suportam ver outras motivadas e tentam inculcar o fracasso na vida dos outros só para balancearem; existem lá fora ladrões de sonhos. Então não conte seus sonhos a eles.

Existem lá fora ladrões de fé que farão o que puderem para que desacreditemos de nossos sonhos.

Infelizmente Abrão viu pessoas assim dentro de sua própria casa. Sua esposa Sarai chama uma escrava para que se deitasse com Abrão e lhe gerasse um filho em seu lugar, a fim que Abrão tivesse descendentes. Ela não acreditava nas promessas de Deus. Quantas vezes não ouvimos até mesmo dos nossos parentes - “menina isso é besteira de crente”; “isso é conversa de pastor”; “é história de trancoso”. Por mais que nos esforcemos, muitas pessoas não conseguirão entender a fé, porque ela parece loucura para quem é materialista (pessoas que confiam naquilo que podem pegar).

Deus se agradou da confiança de Abrão e lhe deu um filho para que dele começasse uma grande nação. O que mais (agora) Abraão poderia querer? O filho que ele e sua esposa tanto desejavam estava ali, diante de seus olhos. Era o resultado da bênção de Deus em carne e osso. O que ninguém imaginaria na vida é que Deus pedisse a devolução dessa bênção. E quando isso acontece? Quando Deus prova Abraão mais uma vez e pede que sacrifique o seu filho.

Que história é essa? Deus dá e depois toma? Não! Ele apenas nos ensina com essa prova de fé de Abraão que as bênçãos de Deus não substituem o lugar de Deus em nossas vidas.

Em doze anos de evangélico, eu vi muitos crentes pedirem algo para Deus e serem abençoados, mas a bênçãos afastaram esses crentes do compromisso que tinham outrora com Deus. Vi casais noivos pedirem a Deus que apressasse o casamento para pudessem dedicar mais tempo para igreja. E esses mesmos noivos se casaram e usavam os fins de semanas para passear e visitar parentes e entregaram seus cargos na igreja. Vi pessoas pedindo veículos, alegando que seria melhor para vir para igreja, pois não teriam que esperar ônibus e outras coisas mais. Mas, quando alcançaram os veículos, deixavam de ir para Escola Bíblica para ficar em casa lavando o carro, ou levando a uma oficina semana após semana.

É muito fácil na vida do crente a bênção tomar o lugar do abençoador, porque geralmente a bênção se torna algo palpável, algo visual, enquanto Deus nós só enxergamos pela fé.

Abraão leva o seu menino ao monte para sacrificá-lo, não porque eu pareça, por evidências bíblicas, que ele está trocando o lugar de Deus, mas para deixar uma lição para os seus descendentes e para a Igreja de Jesus. E que lição é essa?

Deus nos abençoa para que sejamos bons administradores das bênçãos de Deus aqui na terra.

Há alguns poucos anos as pessoas procuravam as igrejas a fim de encontrarem paz, a fim de encontrarem Deus. Nos dias atuais as igrejas mais parecem concessionárias, imobiliárias e agência de casamento. As pessoas não vêm à igreja atrás de Deus, e sim de carros, casas e esposas e maridos, ela vêm atrás da bênção e não têm interesse no Deus da bênção. Até os crentes antigos fazem essa confusão.

“Certa vez um senhor resolveu visitar um amigo que há tempos não via. Na ocasião levou o seu garotinho consigo. Chegando à casa do amigo, abraços e apertos de mãos. Então o dono da casa tentando agradar o garoto pegou em um pote bonito um delicioso biscoito e deu ao garoto. O garoto imediatamente colocou o biscoito na boca de deu aquele HUMM! O pai do garoto então disse: --- como se diz, meu filho? O garoto olha para o dono da casa e diz: tem outro”?

Às vezes somos como esse garoto. Deus nos abençoa e no lugar de agradecermos, perguntamos, tem mais? Ao sermos abençoados perdemos o foco em Deus e direcionamos para as bênçãos

Abraão levou o seu filho para o monte Moriá por um sentimento de gratidão e obediência que tinha para com seu Deus. Ele entendia que o Deus da bênção era maior que a bênção, independente do tamanho dessa bênção.

A história de Abraão nos mostra que quando entendemos que Deus é maior que as bênçãos, essas nunca faltarão em nossas vidas.

Quando Isaque perguntou a seu pai, e o cordeiro, onde está? Abraão respondeu Javé Jireh, Deus proverá. Gêneses 22:13-14 nos diz:

“Tendo Abraão erguido os olhos, viu atrás de si um carneiro preso pelos chifres entre os arbustos; tomou Abraão o carneiro e o ofereceu em holocausto, em lugar de seu filho. E pôs Abraão por nome àquele lugar – O Senhor Proverá. Daí dizer-se até ao dia de hoje: No monte do Senhor se proverá”.

Essa foi a primeira vez que Deus foi chamado de Jeová Jireh. E nesse episódio está a mais preciosa lição que a igreja do Século XXI precisa entender: quando o crente entende que Deus deve ser o centro de nosso culto, ele sempre proverá as necessidades dos seus filhos. O que jamais poderemos permitir é que os nossos olhos da fé deixem de ver a Deus para verem as bênçãos. Não importa se esse discurso caminhe contrário a tendência atual das pregações de nossos dias. Mesmo que a figueira não floresça; mesmo que faltem animais no curral e o produto das sementeiras falte, ainda assim nos alegraremos no Deus da nossa salvação (Hb 3:17-18).

August 08

PROFETA ZACARIAS

QUANDO TUDO DÁ ERRADO

*Pr. Edivaldo Rocha

Existem alguns momentos na vida em que parece que tudo dá errado. Não importa o que façamos para contornar a situação, mesmo assim não conseguimos ver o resultado dos nossos esforços e até mesmo de nossas orações. Nesses momentos nos sobe um desânimo e paramos de acreditar que as circunstâncias podem ser melhores.

Era essa sensação que o povo de Israel estava sentindo quando entra no cenário profético um homem chamado Zacarias. Pertencente a uma linhagem sacerdotal, Zacarias viu a fé dos seus irmão e concidadãos israelitas escorrer pelo ralo. Nem a notícia de libertação do cativeiro provocavou algum alento no coração do povo que não aguentava mais tanto sofrimento.

Permitam-me nesta noite fazer menção de outro livro bíblico para ilustrar o motivo do povo andar tão desanimado e desesperançado. Acompanhem comigo alguns trechos do livro de Lamentações e tentemos sentir o drama vivido pelos judeus no cativeiro.

“Os que vão passando zombam de você. Eles sacodem a cabeça, dão risadas e perguntam: “É esta a cidade que era chamada de ‘Beleza Perfeita’? É esta o orgulho do mundo inteiro?”

Todos os seus inimigos falam contra você e zombam. Com ódio, eles dizem: “Nós destruímos Jerusalém! Chegou o dia que estávamos esperando! Nós vimos tudo o que aconteceu”! (Lm 2:15-16 NTLH).

Tentem imaginar dias seguidos de zombaria. Quem passava por um hebreu com a cabeça menosprezava e soltava insultos. A repetição dessa ação jogou a autoestima do povo na sarjeta. Os babilônicos pediam que os israelitas cantassem musiquinhas para diverti-los. E a cada afronta recebida, maior ainda o desgosto e o desânimo do povo cativo.

Contudo, esse não era o maior problema do povo. O verso 20 do mesmo capítulo aponta uma coisa infinitamente mais grave que a zombaria diária:

“Olha, ó SENHOR Deus, e pensa: Alguma vez trataste alguém assim? Será que as mães deviam devorar os filhinhos que elas tanto amam”? (NTLH)

Já não fosse duro demais ver as crianças que com fome tombavam mortas pelas ruas, as mães eram forçadas pela necessidade de sobrevivência a comer a carne de seus próprios filhos. Quem contemplaria uma cena como essa sem vislumbrar também o desespero.

Há vários anos cantavam uma música (que quando eu a mencionam ninguém se lembra, mas) que dizia assim: “se você perdeu tudo aqui, menos a fé em Deus; se você perdeu tudo nessa vida menos a fé, você não perdeu nada”. Mencionei esse trecho da música para falar de algo que vocês já me ouviram falar repetidas vezes: ESPERANÇA.

Eu já perdi as contas de quantas vezes já mencionei essa palavra e acredito que me ouvirão falar dela até o fim de minha vida, porque a palavra de Deus fala de esperança para o ser humano.

Agora não pensem que esse tema é algo exclusivo meu. Muito pelo contrário. Eu apenas sou um repetidor de ideias alheias. E quem não é? O pregador da palavra de Deus é por natureza um propagador de ideias que não são suas, mas do seu Senhor e Salvador. Então, nesta noite falo a vocês mais uma vez de esperança, pois em meio a todo esse quadro de desgraça, pelo qual passava o povo de Israel um profeta (que ainda não era o Zacarias) levanta a sua voz e diz, “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança” (Lm 3:20-21).

Trazer à memória esperança é continuar a ter fé. E fé é a certezas das coisas que não temos em mãos, mas que no tempo de Deus se concretizarão (Hb 11:1).

Mais um pouco à frente na história de Israel é que entra em ação mais o profeta Zacarias. Embora mudasse o profeta o drama da nação ainda era o mesmo. A descrença e o desespero ainda assombravam de tal modo o povo, que parecia que não sairiam vivos da Babilônia.

Zacarias vem trazer ao povo uma mensagem de esperança e fé. Uma mensagem que levantaria de uma vez por todas a autoestima da nação, uma mensagem de conforto e fortalecimento. Porque assim é nosso Deus: ele transforma cinzas em riso; pranto em alegria; pega o necessitado e o faz se assentar em altos lugares; devolve o animo àqueles que estão abatidos. Amém!

A seqüência do livro mostra que o profeta lança mão das dificuldades enfrentadas no cativeiro e apresenta promessas de vitória para o povo que se chama POVO DE DEUS. Aos que sofriam zombaria, Deus promete considerá-los como a menina dos seus olhos (Zc 2:8) e ai daquele que tentasse qualquer coisa contra os eleitos do Senhor.

No que se refere à perseguição, Deus afirma que cada um poderia convidar o seu próximo para sentar-se debaixo de uma videira ou figueira sem sentirem medo algum (Zc 3:10). Os fracos e temerosos seriam revestidos de força (Zc 8:13).

Mas acredito que uma das maiores e mais significativas promessas de Deus nesse livro é para aquelas mães que passavam fome e viam seus filhos caírem mortos nas ruas da Babilônia. No capítulo 8:4-5, o profeta diz:“Mais uma vez, os velhinhos e as velhinhas, com as suas bengalas na mão, vão se sentar nas praças de Jerusalém. E as praças ficarão cheias de meninos e meninas brincando”.

Não haveria mais fome e todos chegariam a uma idade tão avançada que precisariam de bengalas para se apoiar; as crianças não mais cairiam mortas por inanição, mas brincariam felizes nas praças de Jerusalém alegrando quem as visse.

Quando meditamos nas palavras de Deus reveladas ao profeta Zacarias, nos lembramos também das palavras de Deus revelada aos apóstolos Paulo e Pedro que respectivamente nos dizem:

“Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (1Co 10:13)

“O Deus de toda graça, que os chamou para a sua glória eterna em Cristo Jesus, depois de terem sofrido durante pouco tempo, os restaurará, os confirmará, lhes dará forças e os porá sobre firmes alicerces” (1Pe 5:10).

E isso nos enche de esperança. Amém!

PROFETA AGEU

MORADAS DO ESPÍRITO

*Pr. Edivqaldo Rocha

“A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos Exércitos; e, neste lugar, darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos (Ag 2:9).

Um dos textos mais conhecidos do livro do profeta Ageu é este que acabamos de apresentar. Sempre que empreendemos novos trabalhos, costumamos dizer que a estrutura do segundo trabalho será maior que o da primeira. Isso reflete o desejo que as congregações plantadas sejam maiores que as igrejas-mães.

O livro do profeta Ageu fala de restauração. O povo estava voltando do cativeiro babilônico e reconstruindo as vilas e cidades, os muros, a vida e também o Santo Templo do Senhor. Nas duas primeiras áreas estava tudo correndo bem, porém as duas últimas não estavam num ritmo desejado por Deus.

Nos evangelhos Jesus nos disse enfaticamente: “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6:33). Mas nesse momento o povo de Israel estava fazendo o inverso: buscavam as demais coisas e deixavam a devoção a Deus para outros momentos.

A ênfase principal do livro é a reconstrução que representa duas coisas básicas: a reconstrução do Templo propriamente dito e a reconstrução do Templo do Espírito Santo.

v O TEMPLO PROPRIAMENTE DITO

Quando o exército babilônico invadiu Jerusalém, ele não poupou o templo. Todas as coisas preciosas que havia em seu interior foram levadas. Os revestimentos luxuosos, as pedras preciosas, os metais preciosos foram profanados e levados como despojos para o rei Nabucodonosor.

Quem entra em um domicílio para roubar não se preocupa com a arrumação das coisas, tampouco em abrir e fechas as portas e janelas adequadamente. O templo ficou em ruínas e não havia mais beleza em sua construção: “Queimaram a Casa de Deus e derribaram os muros de Jerusalém; todos os seus palácios queimaram, destruindo também todos os seus preciosos objetos” (2Cr 36:19).

A volta à Jerusalém marcava uma história de reconstrução da estrutura física do santuário de Deus, mas essa não era a prioridade do povo e por isso ele não prosperava no que fazia. Os versos cinco e seis do primeiro capítulo revelam isso:

“Ora, pois, assim diz o Senhor dos Exércitos: Considerai o vosso passado. Tendes semeado muito e recolhido pouco; comeis, mas não chega para fartar-vos; bebeis, mas não dá para saciar-vos; vestis-vos, mas ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o para pô-lo num saquitel furado”

Isso nos serve de alerta no que diz respeito ao nosso zelo para com o trabalho do Senhor.

DEUS ESPERA DO SEU POVO FIDELIDADE E ISSO IMPLICA EM PRIORIDADE.

“Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6:33).

Um grande pregador diante de sua igreja em um domingo disse:

“Prezados irmãos, insisto em que todos vocês venham às reuniões semanais. ‘não deixemos de congrega-nos’. Alguns dos ‘prezados irmãos’ têm-se comportado assim: o irmão “A” pensa: parece que vai chover e conclui que é melhor que sua família, incluindo naturalmente ele mesmo, fique em casa. Na quinta-feira à noite choveu muito e o mesmo irmão chamou uma carruagem e levou toda a sua família para a Academia de Música para ouvir uma palestra de M. Agassiz sobre a inteligência da lagosta. O irmão “B”, por sua vez, pensa: eu estou tão cansado para ir, então ficou em casa e trabalhou no trenó que prometeu fazer para Billy. A irmã “C” pensa que as ruas estão muito escorregadias e seria perigoso para ela sair. Na manhã seguinte eu a vejo descendo a rua para pegar seu velho chapéu que mandara restaurar. Ela estava usando meias velhas sobre os sapatos para não escorregar. Três-quartos dos membros ficaram em casa. Deus estava na reunião de oração. O pastor estava lá e Deus abençoou a todos. Cada pessoa que ficou em casa estava representada por um lugar vazio. (e concluiu dizendo) Deus não abençoa lugares vazios(SPURGEON, Charles H. o melhor de C. H. Spurgeon. Curitiba: Luz e Vida, 1997. p.27-28).

Freqüência aos cultos, fidelidade nos dízimos e ofertas são apenas alguns dos compromissos que devemos assumir para com nosso Deus, para que vejamos nossos celeiros transbordarem.

v TEMPLO DO ESPÍRITO SANTO

O apóstolo Paulo no discurso que fizera em Atenas disse: “O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas” (At 17:24). Mais adiante ele mesmo afirmou na Carta aos Efésios (2:22) que os crentes são morada do Espírito Santo de Deus.

Então, por essa perspectiva compreendemos quão profunda é a mensagem do profeta Ageu. Na época de Jesus o Templo do Senhor era esplendoroso. Isso enchia de vaidade o povo por terem conseguido fazer tão bela construção. Mas o questionamento da mulher samaritana traz ao nosso entendimento onde se encontra a verdadeira adoração: se encontra no coração daqueles em que habita o Espírito Santo (Jo 4:23-23).

Isso nos faz refletir acerca da morada do Espírito que é o coração dos crentes. Ageu alerta sobre reformas urgentes a serem feitas no Templo do Senhor.

A glória do Senhor será maior em nossas vidas na medida em que compreendermos bem o que é ter uma postura que priorize a vontade de Deus em nosso caminho diário.

Deus quer estabelecer reformas profundas e significantes na sua morada espiritual o que precisamos é dar oportunidade para tal.

July 18

profeta Habacuqu

BUSCAI E ACHAREIS

*Pr. Edivaldo Rocha

Quem lê o livro do profeta Habacuque aprende lições importantíssimas acerca da oração. Pela oração nós elevamos o nosso ser a Deus apresentando diante de sua face súplicas, intercessões louvores, fé e mais uma variedade de sentimentos.

O livro de Habacuque começa com uma oração:

“Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritarei: Violência! E não salvarás? Por que razão me fazes ver a iniqüidade e ver a vexação? Porque a destruição e a violência estão diante de mim; há também quem suscite a contenda e o litígio. Por esta causa, a lei se afrouxa, e a sentença nunca sai; porque o ímpio cerca o justo, e sai o juízo pervertido” (1:2-4).

Habacuque era o que nós chamaríamos hoje de servo zeloso. Ele era um homem que estava preocupado com o destino da nação. A corrupção que se instalou no meio do seu povo o incomodava como se fora dentro de sua própria casa. Indignado, o profeta em oração leva sua queixa a Deus e aguarda do mesmo uma resposta, “Pôr-me-ei na minha torre de vigia, colocar-me-ei sobre a fortaleza e vigiarei para ver o que Deus me dirá e que resposta eu terei à minha queixa” (2:1).

O que Deus revelou ao profeta o fez refletir sobre a sua petição. Quando lemos com atenção o livro do profeta Habacuque, notamos um homem revoltado porque seus irmãos na fé não respeitam mais os Estatutos de Deus. Então, movido por sentimentos de justiça, o profeta cobra de Deus providências. O que ele não sabia, ou não lembrou naquele instante é como a mão de Deus poderia ser pesada.

Isso nos faz pensar sobre o que esperamos receber de Deus quando oramos.

“Contam a história de um homem que saiu para passear com seu filho num barco à vela. Quando já estavam em alto mar, o vento parou de soprar deixando o barco à deriva. As horas rapidamente se passaram, chegando a anoitecer. O garoto já desfalecia de cansaço e apresentava sinais de desidratação. Sem ter nada com que pudesse se comunicar ou alertar que estava em dificuldades, o pai do garoto ora a Deus: ‘por favor, envia vento’. O pai do garoto olha em todas as direções, mas nem sinal de uma brisa sequer. Minutos depois, quando o pai do garoto também já se rendia ao cansaço, soa a buzina do barco da guarda - costeira que reboca o barco á vela até a praia. Deus não enviou vento como pediu o pai do garoto, porque o Espírito Santo que intercede por nós entendeu que não era vento que eles precisavam e sim de socorro”.

Essa ilustração nos remete ao texto, segundo Paulo escreveu aos romanos 8:26,

“Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis”.

É certo que o Espírito Santo "dá uma arrumada" em nossas orações quando não sabemos como fazê-lo, porém ele não muda a mensagem ou intenção das orações.

Habacuque percebeu isso quando em seu posto recebeu a resposta de Deus. Percebeu também que a forma com que orou estava equivocada; que o zelo que havia em seu coração se transformou em legalismo; e que precisava mudar de atitude.

Quando falamos de orações equivocadas lembramos-nos apropriadamente da parábola do fariseu e do publicano (Lc 18:9:14). O fariseu que cheio de si erguia sua voz diante de Deus para se exaltar e se vã gloriar e com isso menosprezava aqueles que não conseguiam manter uma vida religiosa regrada como o publicano. O fariseu alojava dentro do seu coração um orgulho que lhe corroia a alma. Por outro lado, a oração de um publicano pecador obteve recompensa sendo por ela justificado.

Quando o profeta compreendeu que sua oração não refletia o que o povo realmente precisava, ele mudou de intenção e de oração também.

O capítulo 3 de livro mostra outro enfoque na oração do profeta, onde em vez de castigo, o profeta angustiado pelo que o povo passaria pede por misericórdia:

“Ó SENHOR, ouvi falar do que tens feito e estou cheio de temor. Faze agora, em nosso tempo, as coisas maravilhosas que fizeste no passado, para que nós também as vejamos. Mesmo que estejas irado, tem compaixão de nós” (Hb 3:2 NTLH).

Jesus disse, “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á” (Mt 7:7-8). Quando Habacuque clamou por justiça, nem ele mesmo suportou o peso da mão de Deus. Se nossas intenções ao orar revelarem os mais nobres sentimentos, com certeza veremos Deus operar maravilhas em nosso meio mediante o seu amor e sua infinita misericórdia.

Sei que algumas vezes nos indignamos com o procedimento de outros crentes que tem escandalizado o Evangelho de Jesus. O próprio profeta também se sentiu assim. Mas o seu exemplo nos mostra que ao pedirmos justiça sobre o povo de Deus, nem sempre revela que somos zelosos. Ele mesmo não suportou prever o que ocorreria.

Isso nos ensina que Deus é justiça, mas é, acima de tudo, amor. Amor que é compassivo; que é perdoador; amor que é misericordioso; amor que mesmo estendendo a vara da repreensão visa o aperfeiçoamento dos seus filhos.

Tal sentimento divino nos faz repensar sobre os nossos sentimentos em relação ao povo de Deus.

Diante de tão preciosa lição que Habacuque aprendeu revigorou-se também dentro do seu peito uma profunda confiança em seu Criador que não importasse o que acontecesse ele continuaria a crer no Deus da sua Salvação.

“Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação” (3:17-18).

Que a história de vida de Habacuque nos mostre que quando oramos como convém alcançamos as preciosas recompensas que Deus tem para seu povo. Amém!

profeta Naum

UMA PONTE CHAMADA ARREPENDIMENTO

*Pr. Ediavaldo Rocha

O livro do profeta Naum é um dos menos citados pela Igreja, visto a particularidade e teor da sua mensagem.

Naum pregou uma mensagem de cunho patriota, com a intenção de confortar a nação de Israel. Algo bem interessante é o significado contido no nome do profeta, “consolação”. Somente um consolador por nome poderia trazer uma mensagem como essa.

A profecia é dirigida à cidade de Nínive, capital da Assíria. Em 722 aC o Império Assírio era o mais poderoso e temido do mundo. A crueldade dessa nação fazia com que seus adversários ficassem apavorados somente com a possibilidade de serem atacados por ele. Grandes nações com o Egito, a Etiópia e a Líbia trataram logo de fazer alianças com os Assírios para não sofrerem retaliações. Contudo, isso não deveria assombrar o povo de Israel, porque Deus livraria o seu povo.

Um exemplo desse livramento ocorreu quando o bom rei Ezequias clamou a Deus na ocasião da invasão do general Senaqueribe em 2Rs 19:35 (703 aC).

O livro foi escrito em forma de poesia e descreve que a Assíria não dominaria Israel e nesse sentido tem algo inquietante nesse livro. É certo que todos os impérios que surgiram ao longo da História foram suplantados por outros. Na profecia de Naum é previsto que a Assíria seria derrotada pelo exército vermelho (Na 2:3), ou seja, pelo exército babilônico. E quem foi a Babilônia na vida de Israel? Fora a nação que levou cativo o povo inteiro.

É claro que entre a ameaça a Assíria e o domínio da babilônia passaram-se uns cem anos. Isso nos faz fazer uma pergunta:

Por que Deus livraria de um povo para deixar cair nas mãos de outro?

Precisamos lembrar que o período de Naum era um período de restauração da espiritualidade em Israel. O povo ainda desfrutava do investimento religioso que o rei Josias antecedido por Ezequias promoveram em Israel. Nesse momento da história do povo de Deus o povo estava sendo restaurado e preservado por se submeterem a o arrependimento. E nesse ponto vemos a maior lição desse livro. A essa lição dei o seguinte título: uma ponte chamada arrependimento.

Desde o início dos tempos (em tempos de Adão) Deus prometeu restaurar o seu povo. Há dois caminhos para se chegar à restauração que Deus tem para seus escolhidos, que em termos populares nomeamos: ou vai-se pelo amor ou pela dor.

Em termos bíblicos dizemos: ou vai-se pelo o arrependimento ou pela repreensão/castigo.

A restauração é o ponto de chegada de todos aqueles que foram escolhidos por Deus e aceitaram o seu chamado. A repreensão/castigo é um rio que faz fronteira com a restauração. O arrependimento é uma ponte que cruza o rio levando à restauração do ser humano.

O que estava acontecendo com o povo de Isael naquele momento de sua história? Ele estava cruzando a ponte do arrependimento que foi promovida pelas reformas religiosas e morais que o povo experimentou nos reinados de Ezequias e Josias. Em resumo, Naum estava dizendo que eles não passariam pela repreensão e castigo por terem se arrependido em tempo oportuno. Se continuassem com esse proceder Deus manteria o povo a salvo para todo sempre. Mas, cem anos depois, a Babilônia (597aC) vai representar outro momento religioso do povo. O momento em que Israel não quis cruzar a ponte do arrependimento, preferindo, ou tendo como consequência de seu comportamento ter que cruzar o rio do castigo.

Nos dias de hoje as coisas funcionam de modo semelhante. Deus nos chamou para a restauração conforme Efésios 4:13 “Desse modo todos nós chegaremos a ser um na nossa fé e no nosso conhecimento do Filho de Deus. E assim seremos pessoas maduras e alcançaremos a altura espiritual de Cristo” (NTLH).

Quando Deus nos chama e ao atendermos esse chamado, ele com certeza no conduzirá a essa restauração que é definida no texto que lemos como altura espiritual de Cristo e em algumas outras versões com Estatura do varão perfeito. Porém, isso pode se dar por dois caminhos: o primeiro é pela ponte do arrependimento constante e o segundo, pelo rio da repreensão.

O problema está em quem não opta pelo arrependimento em tempo oportuno e acaba tendo que cruzar pelo rio. A travessia é dura, a força das correntezas podem afastar mais ainda do destino e quando se consegue chegar do outro lado, chega-se quase sem forças, mas apesar de tudo, com uma certeza: que melhor seria se tivesse cruzado a ponte chamada arrependimento.

“E o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2Cr 7:14).

Hoje Deus nos revela uma coisa muito importante em nossas vidas. Algo que com poder de mudar o nosso modo de ser radicalmente.

Deus nos revela que não há como dizer não ao seu chamado. Tal chamado nos levará à restauração do nosso ser e nossas almas até o ponto da Estatura de Cristo que foi perfeito. Mas a grande questão é: por que caminho você quer chegar lá? Pense nisso!

July 16

PROFETA JONAS

FUGINDO DA PRESENÇA DE DEUS

*Pr. Edivaldo Rocha

“Veio a palavra do Senhor a Jonas, filho de Amitai, dizendo: Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim. Jonas se dispôs, mas para fugir da presença do Senhor” (Jn 1:1-3a).

Quem aqui nunca ouviu falar do profeta Jonas? Ao lado de Jesus, do pequeno Davi, Jonas é um dos personagens preferidos das crianças. A narração que relata o profeta sendo jogado ao mar e capturado por um grande peixe fascina a muitos e causa espanto a outros, a ponto de questionarem se seria possível tal ocorrido. Às vezes surge uma dúvida somente na mente daqueles que não creem em milagres. Porém, esse é apenas um detalhe no livro de Jonas que muito tem a nos ensinar.

Os versos que destacamos nos apresentam um profeta em fuga.

O que leva um homem a fugir da presença do Senhor? Parece que essa prática é típica do ser humano, senão vejamos o exemplo de Adão: depois de ter pecado ele se cobre com folhas e se esconde no jardim. Mesmo tendo sido inútil a tentativa de Adão, os seres humanos ainda não aprenderam que não há como fugir da presença de Deus. O salmista compreendeu isso quando disse no salmo 139: 1-3, 7-10

“Senhor, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me assento e quando me levanto; de longe penetras os meus pensamentos. Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar e conheces todos os meus caminhos. Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também; se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares, ainda lá me haverá de guiar a tua mão, e a tua destra me susterá”

Se perguntássemos o porquê de Jonas querer esconder-se da presença do Senhor, teríamos com resposta que seu coração guardava algo que não agradava a Deus.

Jonas guardava um rancor em seu coração contra a cidade de Nínive pertencente à nação assíria. Ele e muitos do seu tempo não superaram os traumas oriundos dos conflitos que Israel teve contra essa nação. Israel pra variar perdeu e fora dominada pela Assíria. O problema não foi necessariamente a dominação estrangeira, mas os castigos aos quais eram submetidos por eles. Os soldados assírios não se contentavam em apenas matar os soldados inimigos. Eles submetiam seus adversários às mais terríveis torturas. Eles se divertiam massacrando a dignidade de seus adversários. Por isso é que Jonas não quis levar a mensagem de Deus à Nínive, capital da Assíria. Jonas sabia se o povo se arrependesse, Deus pouparia aquela nação. Jonas tinha tanto ódio contra o povo de Nínive que reteve a mensagem de Deus para que os mesmos não conhecessem a verdade e com isso não tivessem chance de se salvarem diante de Deus.

O rancor que Jonas mantinha vivo em seu coração o impulsionava a querer fugir da presença de Deus. Quantas vezes isso também não acontece conosco? Quando guardamos dentro do nosso peito mágoas, rancores, vícios e outras coisas temos a tendência a nos afastarmos de Deus. Deixamos de ler a Bíblia, deixamos de orar, não cantamos mais hinos de louvor a Deus.

Jesus nos adverte sobre essa conduta. E diz que alguma coisa impede a nossa comunhão com Deus é melhor arrancá-la de nossas vidas. Em suas próprias palavras ele nos diz:

“Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não seja todo o teu corpo lançado no inferno. 30E, se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não vá todo o teu corpo para o inferno (Mt 5:29-30).

Devemos por fora aquilo que não agrada a Deus; tudo aquilo que nos impulsiona a fugirmos de sua presença.

A história de Jonas também nos mostra que quando fugimos da presença de Deus, temos que pagar um alto preço. Quando fugimos da presença de Deus, infortúnios nos sobrevêm. O profeta em fuga pegou um navio em direção à Espanha. No porão do navio Jonas se entregava nos braços do sono e não percebera que o mar se levantava, o vento soprava com violência e o barco estava prestes a afundar. O interessante neste trecho do livro é quem está envolvido na situação: as pessoas que estão em volta do profeta.

Às vezes nós pensamos que quando tentamos inutilmente nos esconder de Deus as consequências recaem apenas sobre nós. Esse é um triste engano. Quando nos afastamos da presença do Senhor todos que estão à nossa volta sofrem também.

Como assim, pastor? Nenhum crente é crente sozinho. Quantas vezes nos colocamos diante de Deus para pedir que Deus acampe os seus anjos ao redor de nossos filhos, pais, irmãos, esposos (as), quantas vezes não nos colocamos diante de Deus para pedir por um necessitado, pelo enfermo, pela ovelha desgarrada e Deus por sua infinita misericórdia dá ordem aos seus anjos para que montem guarda ao redor daqueles que estão presentes em nossas orações. Mas quando fugimos da presença de Deus, as fortalezas se enfraquecem e os que recebem os frutos de nossas orações ficam vulneráveis. O mar da vida se levanta e o vento impetuoso sopra o barco tende a balançar.

E por que os crentes ainda hoje continuam se escondendo de Deus? Porque em seus corações existe algo que não deveria estar ali. Jonas não queria remover o rancor que alimentava em seu coração e por isso fugia da presença de Deus.

Por que o salmista Davi pediu a Deus que sondasse o seu coração e o guiasse pelo caminho eterno? Foi tão somente por ter visto com seus olhos o que acontecia quando ele se escondia de Deus: os seus filhos se levantavam uns contra os outros; os inimigos da nação investiam cada vez mais forte contra os israelitas; dificuldades das mais diversas surgiam, até o momentos em que Davi se colocava diante de Deus pedindo perdão por suas falhas, rogando por sua misericórdia.

Há muitas coisas que nos fazem querer fugir da presença de Deus. O próprio Espírito Santo nos incomoda acerca delas.

Deus espera de nós purificação e santidade. Não pensemos que essas palavras saíram de moda ou estão em desuso, muito pelo contrário. Esses ainda são requisitos para nos aproximarmos de Deus.

E a última lição que apresentarei nessa noite sobre o livro de Jonas está no poder transformador que há na palavra de Deus. Eu sei que já falei a vocês que a mensagem profética do livro Jonas se resumia em nosso idioma em sete palavras: “Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida” (Jn3:4). No original são apenas cinco: “`od ´arba`ym yom ninevh nahphaket”. Porém, elas foram suficientes para transformar o futuro de uma nação.

Isso me faz lembrar-se de uma história verídica que aconteceu quando um famoso pregador chamado Charles Spurgeon ministrava a palavra de Deus. Conta a história:

“Uma prostituta tinha decidido se suicidar. Determinada ela se dirigiu a Ponte de Blackfriars, com o intuito de se jogar no rio Tamises. Entretanto, o caminho escolhido a levou a passar em frente à Capela de New Park Street. Sentido-se atraída pelo que acontecia no interior da igreja, decidiu entrar por uns momentos. No Templo estava a pregar Charles Haddon Spurgeon o qual dissertava sobre o texto: “Vêem esta mulher”? Naquele instante enquanto falava do Evangelho eterno a respeito de uma mulher de uma antiga cidade, que era notória pecadora, a qual descreveu regando os pés de Jesus com suas lágrimas e enxugando-os com seus cabelos, Spurgeon afirmara com autoridade que Jesus a perdoara por amor. Tendo ouvido isto e pensando em sua própria vida, a suicida em potencial, se arrependeu de seus pecados encontrando em Cristo paz e alegria para sua alma cansada”.

Tentem imaginar se naquele dia Charles Spurgeon por algum motivo tentasse fugir daquilo que Deus lhe incumbira. Aquela mulher teria se atirado da ponte, pondo fim a sua vida. Quantas pessoas não chegam para mim nos fins de cultos e dizem “pastor, eu estava precisando ouvir isso” ou “sua mensagem tirou um grande peso no meu coração”. Na verdade na maioria das vezes eu nem sabia o que se passava na vida dessas pessoas, algumas delas eram estranhas até aquele determinado dia e muito menos que parte da mensagem promoveu esse conforto, mas Deus através da sua Palavra trouxe um alento oportuno. Contudo, isso me faz alimentar a certeza da importância de compartilhar a mensagem do Senhor Jesus. Ela transforma realidades.

Por isso, se Deus te incomodar para dizer algo, fale e verás a glória de Deus.

Que hoje possamos entender que não há como fugir da presença de Deus; e que quando tentamos fazer isso, aqueles que nos cercam e estão presentes em nossas orações sofrem com a nossa tentativa de fuga e por fim que esteja viva em nossa lembrança o quão poderosa é a Palavra de Deus, que é capaz de transformar o ser humano desgarrado em vaso de honra. Amém!

(mensagem apresentada na 1ª Igreja evangélica Batista em Ferreiros no dia 12/07/09)

July 13

DIA DO PASTOR 2009

DEUS É O MEU PASTOR

*Pr. Edivaldo Rocha

Um dos textos bíblicos que mais me fala ao coração é o verso 4 do salmo 23, que diz: “ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte; não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam”.

O salmista Davi aprendeu que nesta vida é agradável viver momentos de bonança e tranquilidade. Nesses momentos Davi expressou sua gratidão com palavras de louvor e confiança, como as que estão descritas no salmo 65:8-13.

“Os que habitam nos confins da terra temem os teus sinais; os que vêm do Oriente e do Ocidente, tu os fazes exultar de júbilo. Tu visitas a terra e a regas; tu a enriqueces copiosamente; os ribeiros de Deus são abundantes de água; preparas o cereal, porque para isso a dispões, regando-lhe os sulcos, aplanando-lhe as leivas. Tu a amoleces com chuviscos e lhe abençoas a produção. Coroas o ano da tua bondade; as tuas pegadas destilam fartura, destilam sobre as pastagens do deserto, e de júbilo se revestem os outeiros. Os campos cobrem-se de rebanhos, e os vales vestem-se de espigas; exultam de alegria e cantam”.

Contudo a experiência mostrou a Davi que na vida as circunstâncias podem ser bem cruéis. Nessas horas vejo Davi de joelhos no chão orando assim: “ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte; não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam”.

Só um homem com uma profunda confiança e seguro na provisão do Altíssimo pode se colocar diante de Deus dessa forma.

Tal confiança e segurança Davi alimentou nos momentos de paz, como aquele homem que planta uma árvore da qual só os seus filhos experimentarão dos frutos. Dizem que uma nogueira (árvore da noz) só dá o seu primeiro fruto com setenta anos de idade. Então é certo que só alguém que sabe lidar com o tempo é quem planta uma árvore como essa. Fortalezas são construídas em tempos de bonança e paz. Talvez algumas sementes que plantamos em tempos de paz só os nossos filhos possam experimentar dos frutos. Mas há outras que nós mesmos desfrutaremos em tempo oportuno.

Davi tinha confiança e segurança em Deus, porque um dia ele se dispôs a plantar sementes. Dia a dia ele regou essas sementes com devoção e gratidão a Deus. Um dia essas sementes se tornaram árvores que deram seus frutos. E mesmo em momentos de aridez, Davi sabia que podia contar com os frutos do seu investimento.

Há muitas pessoas que só procuram Deus em momentos de tribulação. Quando isso acontece, essas pessoas geralmente têm mais dificuldades para confiarem e se sentirem seguras. Todavia, o salmo 23 nos ensina que quem buscou o Senhor em momentos de tranquilidade, pode contar com ele quando passar pelo vale da sombra da morte.

O salmo 23 é cheio de ricas e belas lições. Além de nos mostrar a confiança e segurança que o servo pode ter no seu Senhor, ele nos oferece a perspectiva de um servo fiel que está sendo desafiado pelas tribulações.

Muitos ao se depararem com dificuldades e tormentos da vida baixam a cabeça e não conseguem encontrar alento para suas angústias. Por outro lado, quem desenvolve a confiança em Deus passa pelas aflições com outra perspectiva, a qual também vislumbramos nesse salmo de Davi.

No verso 4 Davi apresenta como estava complicada a sua situação a ponto de compará-la como vale da sombra da morte. Mas notem o que ele espera dessa situação nos versos seguintes.

“Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda. Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do Senhor para todo o sempre” (v. 5-6).

Davi passava pelas tribulações com a confiança e segurança na vitória que Deus lhe proporcionaria. Davi suportava o vale sombrio alimentando a esperança que o Senhor continuava sendo o seu Pastor e nada lhe faltaria.

Deus é o nosso pastor e nada nos faltará, ainda que andemos pelo vale da sombra da morte, não temeremos, porque Deus nos manterá seguros com a sua vara e o seu cajado.

Deus é o nosso pastor. Confiemos nele e com certeza participaremos do grande banquete no dia da nossa vitória. Nesse dia os vales escuros das tribulações serão alçados até o topo dos montes e a luz do Senhor brilhará e nos sentiremos em paz e seguros na planície do Senhor para todo sempre. Amém!

(mensagem apresentada na 1ª Igreja Batista em Ferreiro em 14/06/09)

May 08

dia das mães

CORAÇÃO DE MÃE

*Pr. Edivaldo Rocha

Hoje é um dia especial. E para esta data procurei algumas palavras que pudesse reproduzir o sentimento de uma pessoa tão importante em nossas vidas. Lembrei-me então do trecho da poesia de Gióia Júnior intitulada:

“Oração da maçaneta”

      • Não há mais bela música
      • Que o ruído da maçaneta da porta
      • Quando meu filho volta para casa.
      • Volta da rua, da vasta noite,
      • Da madrugada de estranhas vozes,
      • E o ruído da maçaneta
      • O gemer do trinco
      • O bater da porta que novamente se fecha
      • O tilintar inconfundível do molho de chaves
      • São um doce acalanto
      • Uma suave cantiga de ninar.
      • Só assim fecho os olhos
      • Posso afinal dormir e descansar
      • Que ele retorne sempre são e salvo
      • Marinheiro depois da tempestade
      • A sorrir e a cantar
      • E que na porta a maçaneta cante
      • A festiva canção do seu retorno
      • Que soa para mim
      • Como suave cantiga de ninar.
      • Só assim, só assim meu coração se aquieta
      • Posso afinal dormir e descansar.

       

      Gióia Júnior.

      Do livro Poemas em feitio de oração

Eu vi nas linhas desta poesia o retrato do coração de uma mãe que se vê obrigada a dividir seu filho com o mundo. De um modo ou de outro sempre o mundo despertou nesses corações de mães certa insegurança ante os perigos que oferecem as ruas da cidade. O simples ir sozinho à escola talvez seja para algumas mães a maior prova de fogo que um filho poderia passar.

Os filhos quando crescem já não andam mais de mãos dadas com suas mães. Muito embora já sejam crescidinhos, para os pais de modo geral os filhos serão sempre “os seus meninos”.

A Bíblia nos mostra, no evangelho de Lucas 2:41-52, uma narrativa de uma mãe que ficou aflita por não encontrar seu filho.

“Todos os anos os pais de Jesus iam a Jerusalém para a Festa da Páscoa. Quando Jesus tinha doze anos, eles foram à Festa, conforme o seu costume. Depois que a Festa acabou, eles começaram a viagem de volta para casa. Mas Jesus tinha ficado em Jerusalém, e os seus pais não sabiam disso. Eles pensavam que ele estivesse no grupo de pessoas que vinha voltando e por isso viajaram o dia todo. Então começaram a procurá-lo entre os parentes e amigos. Como não o encontraram, voltaram a Jerusalém para procurá-lo. Três dias depois encontraram o menino num dos pátios do Templo, sentado no meio dos mestres da Lei, ouvindo-os e fazendo perguntas a eles. Todos os que o ouviam estavam muito admirados com a sua inteligência e com as respostas que dava. Quando os pais viram o menino, também ficaram admirados. E a sua mãe lhe disse: Meu filho, por que foi que você fez isso conosco? O seu pai e eu estávamos muito aflitos procurando você. Jesus respondeu: Por que vocês estavam me procurando? Não sabiam que eu devia estar na casa do meu Pai? Mas eles não entenderam o que ele disse .Então Jesus voltou com os seus pais para Nazaré e continuava a ser obediente a eles. E a sua mãe guardava tudo isso no coração. Conforme crescia, Jesus ia crescendo também em sabedoria, e tanto Deus como as pessoas gostavam cada vez mais dele” (NTLH).

Filhos sempre dão certa preocupação aos pais e principalmente às mães. De uma simples queda (e parece que criança gosta de cair) a um sumiço. Se eu perguntar aqui às mães, quantas vezes elas já não trataram de joelhos ralados, quantas vezes já não puseram gelo na testa dos filhos por galos (edemas) que cresciam, quantos sustos já não tomaram por não saber onde os filhos estavam. Com certeza muitas diriam que já perderam as contas de quantas vezes fizeram isto.

Permitam-me dizer dois fatos de minha infância que ilustraram isso que vos falo.

Certa vez e cai da cama de minha mãe de cabeça no chão, lá em casa era comum eu e meus irmãos cairmos de cabeça no chão. Naquele dia eu mostrei toda a minha valentia gritando tão alto que minha mãe ouviu da casa da vizinha do outro lado da rua. Quando minha mãe chegou em casa e viu aquela trela que fiz me agarrou pelos cabelos, pôs minha cabeça na pia do banheiro e começou a esfregar um sabão onde tinha ferido e eu não sabia se a queda ou era aquela limpeza do ferimento que doía mais, em seguida me levou para o hospital para pontear (suturar) a cabeça.

Não sei se vocês conseguiram notar a delicadeza duvidosa de minha mãe. Mas ouve outro fato que aconteceu em outro dia, que muito embora fosse da idade de 5 ou 6 anos me lembro com muita clareza.

Nesse dia minha mãe e eu íamos nos encontrar com meu pai em seu trabalho. Nós morávamos numa vila em Caieiras – SP que para chegar ao centro da Lapa precisávamos pegar dois ônibus: um do Jardim Esperança, onde morávamos, para Caieiras e outro de lá para a Lapa. Naquele dia ao chegarmos integração de Caieiras minha mãe me deu um dinheiro para comprar alguns doces. De repente ela gritou: “vem logo que o ônibus já vai sair”. Peguei os doces e corri em direção à porta dianteira dos ônibus e me sentei num dos primeiros bancos. Então ouvi outro grito por meu nome: “cadê você”? Olhei para a traseira do veículos e vi uma mulher sentada no fim do ônibus que pensei ser minha mãe pela roupa parecida e respondi: “estou aqui na frente”. E o motorista começou a viagem. Depois de muito tempo eu olho para trás e percebo que o ônibus já estava quase vazio e que a mulher para quem eu havia respondido não era a minha mãe e o destino do ônibus não era a Lapa e sim Franco da Rocha, no outro extremo da cidade. Pedi parada, desci do ônibus e comecei a andar o caminho de volta. Depois de andar muito tempo, na chuva, avisto minha mãe bem longe e corro ao seu encontro. Durante a minha vida eu vi minha mãe chorar duas vezes e aquela foi a primeira vez.

Lembro deste dia e tento imaginar o que Maria teria sentido quando procurou seu filho entre os companheiros de viagem e não o achou. O coração acelerando, a sensação de falta de ar, a angústia que assolou sua alma e vontade de cair ao chão, talvez sejam de longe o que Maria poderia estar sentindo naquele momento. Com o apoio de José, seu marido, deixa com os parentes as bagagens e o que poderia atrasar o retorno deles a Jerusalém e faz o caminho de volta.

Do momento em que sai daquela integração ao momento que em que vi minha mãe ao longe se passaram duas ou três horas de angústia. Mas a Bíblia fala que Maria passou três dias procurando Jesus. Com o passar das horas e dos dias a angústia vai se tornando desespero. Pensava ela no seu intimo: ele deve estar com fome, deve estar dormindo ao relento, ele pode estar machucado.

A ida ao templo poderia refletir duas atitudes: poderia ser mais um lugar a ser procurado. E a outra é que no momento de desespero por procurar durante três dias só restaria uma coisa a fazer. Buscar a presença de Deus na sua casa.

Isto me traz à lembrança de quantas mães não entram por estas portas para suplicarem pela vida de seus filhos.

  • Mães que oram quando o remédio parece na fazer efeito na enfermidade;
  • Mães que oram para que os filhos não passem o que elas passaram, para que passem de ano na escola, para que entrem na faculdade, arrumem um emprego;
  • Mães que oram para que Deus proteja seus filhos;
  • Mães que oram para que seus filhos sejam felizes, para que se convertam e se salvem.

Quantas mães não oraram por seus filhos de joelhos no chão derramando lágrimas nos bancos das igrejas.

Mas nesta noite ainda contarei mais uma experiência de Maria enquanto mãe de Jesus. O texto do evangelho de João 19:25-27 narra mais um momento difícil pelo qual passou Maria:

“E junto à cruz estavam a mãe de Jesus, e a irmã dela, e Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena. Vendo Jesus sua mãe e junto a ela o discípulo amado, disse: Mulher, eis aí teu filho. Depois, disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. Dessa hora em diante, o discípulo a tomou para casa”.

Tento contemplar o que Maria teria sentido ao presenciar todo o sofrimento de Cristo. Imagino que em sua alma havia dois sentimentos: o primeiro, de lamento e sofrimento por ver que o Filho de Deus teria que passar por tudo aquilo para que para que todo aquele que cresse fosse salvo. Mas o outro sentimento devia ser de uma dor capaz de lhe roubar as forças, como se seu coração fosse tirado de seu peito. E talvez por haver este segundo sentimento é que o discípulo tivesse levado Maria para casa.

Na ordem natural da vida é comum os filhos enterrarem seus pais, mas o contrario é difícil de aceitar. Por um lado, Maria via o Cordeiro de Deus, mas por outro via a criança que ela amamentou, educou e protegeu sendo pendurado no madeiro.

Ah! Coração de mãe que às vezes é surpreendido com o filho que não voltará mais para casa. Maria talvez já estivesse acostumada com as saídas de Jesus na execução de seu ministério. Dias e dias fora de casa, porém com a notícia que ele passava pelas cidades e vilas realizando milagres e implantando o Reino de Deus.

Imagino também nos dias depois da crucificação e antes da ressurreição ela sentada em frente à porta de sua casa esperando ver o movimento “da maçaneta da porta” que anunciaria a entrada de seu filho.

Jesus com certeza retornaria. porém não mais como seu filho, mas como Salvador de sua vida, Rei e Senhor. Um dia Maria teria dado cuidado, abrigo e proteção a Jesus, mas nesse momento era Jesus que estava indo preparar morada para Maria. Parece até que Jesus estava cumprindo o que diz no texto de Provérbios 23:22, “Ouve a teu pai, que te gerou, e não desprezes a tua mãe, quando vier a envelhecer”. É nesse momento da velhice que a cuidadora trona-se cuidada. E é nos braços de Jesus que Maria encontraria abrigo.

Datas como o dia das mães, sevem para refletirmos sobre o valor daqueles que nos cercam. Serve para reconhecermos sua dedicação e cuidado, não deixando de levar em consideração o amor e a doação que fazem de si mesmos em nosso favor.

A personagem de Maria, nesta noite, nos deu uma idéia do que passa no coração de uma mãe. É claro que este coração também se alegra na alegria do filho. Também comemora quando o filho comemora. Se sente vitoriosa quando o filho vence.

Ela ama só por ser mãe e isso é incondicional.

E hoje não poderia fazer outra coisa além de dizer:

Parabéns pelo dia das mães!

E terminarei com uma poesia que também é uma oração:

Obrigado Senhor!

Obrigado , Senhor , pela mãe que você me deu ...
... por todas as Mães do mundo
... pelas mães brancas , de pele alvinha ...
... pelas pardas , morenas ou bem pretinhas ...
... pelas ricas e pelas pobrezinhas ...
... pelas mães - titias , pelas mães -vovós , pelas madrastas -mães ,
... pelas professoras - mães ...
... pela mãe que embala ao colo o filho que não é seu ...
... pela saudade querida da mãe que já partiu ...
... pelo amor latente em todas as mulheres , que
desperta ao sentir desabrochar em si uma nova vida ...
... pelo amor , maravilhoso amor que une mães e filhos ...
Eu lhe agradeço , Senhor !
Autor desconhecido


 

(mensagem apresentada no dias das mães de 2008 na Igreja Batista Betel e em 2009 na 1ª Igreja Evangélica Batista em Ferreiros)

April 29

APRENDENDO A DISTINGUIR A VOZ DE DEUS

APRENDENDO A DISTINGUIR A VOZ DE DEUS

*Pr. Edivaldo Rocha

“O jovem Samuel servia ao Senhor, perante Eli. Naqueles dias, a palavra do Senhor era mui rara; as visões não eram freqüentes. Certo dia, estando deitado no lugar costumado o sacerdote Eli, cujos olhos já começavam a escurecer-se, a ponto de não poder ver, e tendo-se deitado também Samuel, no templo do Senhor, em que estava a arca, antes que a lâmpada de Deus se apagasse, o Senhor chamou o menino: Samuel, Samuel! Este respondeu: Eis-me aqui! Correu a Eli e disse: Eis-me aqui, pois tu me chamaste. Mas ele disse: Não te chamei; torna a deitar-te. Ele se foi e se deitou. Tornou o Senhor a chamar: Samuel! Este se levantou, foi a Eli e disse: Eis-me aqui, pois tu me chamaste. Mas ele disse: Não te chamei, meu filho, torna a deitar-te. Porém Samuel ainda não conhecia o Senhor, e ainda não lhe tinha sido manifestada a palavra do Senhor. O Senhor, pois, tornou a chamar a Samuel, terceira vez, e ele se levantou, e foi a Eli, e disse: Eis-me aqui, pois tu me chamaste. Então, entendeu Eli que era o Senhor quem chamava o jovem. Por isso, Eli disse a Samuel: Vai deitar-te; se alguém te chamar, dirás: Fala, Senhor, porque o teu servo ouve. E foi Samuel para o seu lugar e se deitou. Então, veio o Senhor, e ali esteve, e chamou como das outras vezes: Samuel, Samuel! Este respondeu: Fala, porque o teu servo ouve” (1Sm 3:1-10).

Samuel foi consagrado ao Senhor antes mesmo de existir no ventre de sua mãe. As orações que Ana oferecia na Casa do Senhor sensibilizaram o coração de Deus. O pedido dela foi de uma devoção sem tamanho: se Deus concedesse-lhe a dádiva de ser mãe, seu filho seria entregue ao Senhor para servi-lo enquanto ele vivesse.

Deus a agraciou com a maternidade e Ana não deixou de cumpri o seu voto. Samuel foi criado aos cuidados do sacerdote Eli.

Samuel desde cedo foi aprendendo a servir na casa de Deus. Eli lhe ensinou os ofícios sagrados e o responsabilizou pela portaria da Casa do Senhor. Tal função era de grande responsabilidade, pois ele era como um fiscal que impedia a entrada de coisas impuras no santuário.

Eli criou Samuel melhor até que seus filhos, ou no mínimo deu a mesma criação, mas Samuel a assimilou de maneira mais digna, diferentemente dos filhos de Eli. Porque alguns pais fazem o que devem fazer corretamente, porém nem sempre os filhos aprendem como deveria.

Samuel foi respeitado como juiz e profeta de Deus em Israel por toda a sua vida, porém um fator foi decisivo para que isso acontecesse.

Samuel teve de aprender a ouvir e distinguir a voz de Deus das vozes dos homens.

Samuel desde muito cedo aprendeu a servir na casa do Senhor, mas ainda não distinguia a voz do Senhor falando-lhe. Nessa passagem vimos que Deus vem a Samuel por três vezes e este pensa ser Eli que lhe chamava, porque não conhecia ainda a voz do Senhor. Quando Eli percebe que é o próprio Deus que estava vindo ao encontro do pequeno Samuel, lhe oferece talvez a mais preciosa lição que Samuel aprendeu em toda a sua vida: a de como dar ouvidos a voz do Senhor Deus.

No verso nove, Eli disse a Samuel que voltasse a se deitar e se ouvisse alguém chamar respondesse:

“Fala, Senhor porque o teu servo ouve”.

Essa frase marcou o início de algo na vida de Samuel imprescindível a todo crente. A intimidade com Deus.

Quando Deus vem ao encontro de Samuel foi para estabelecer com ele um relacionamento intimo, próximo, onde Samuel ouviria claramente a voz do Senhor.A única coisa que o pequeno Samuel precisava aprender era dar ouvidos à voz que vinha da boca de Deus.

Desde criança aquele pequeno rapaz aprendeu a trabalhar na Casa do Senhor, mas uma coisa importante não lhe fora ensinado, porque talvez tivesse passado batido até aquele momento, que era ouvir a voz do Senhor Deus.

Isso nos chama a atenção para dois fatos na igreja. Primeiro, será que as novas gerações estão aprendendo a ouvir e distinguir a voz de Deus, ou apenas estão sendo acostumadas a fazer “alguma atividade” dentro do Santuário? A Bíblia nos diz, “ensina o teu filho no caminho em que deve andar” (Pv 22:6). Parte desse ensino deve conter essa capacidade de ouvir a voz do Senhor. Algumas vezes nos desapercebemos desse fato e nos concentramos unicamente nas atividades. Essa evidência nos leva a uma pergunta, “como ensinar a se ouvir a voz do Senhor?”

A resposta a essa pergunta é simples, devemos fazer isso com o nosso exemplo. Ou seja, precisamos demonstrar às novas gerações como nós nos aproximamos de Deus e como nos relacionamos com ele.

Porém, essa resposta nos leva a outra pergunta e ao segundo fato que precisamos atentar na igreja. Como está o nosso relacionamento com Deus? Temos conseguido distinguir a voz de Deus das vozes dos homens para podermos ensinar a outros como fazê-lo? Quando foi a última vez que dissemos a Deus “fala, Senhor porque o teu servo (a) ouve”.

Meus queridos leitores e irmãos, Deus nos convida para um relacionamento intimo com ele, para nos fazer entender que igreja é muito mais que atividades e eventos. Deus todos os dias chama por nossos nomes, você tem ouvido? Você está escutando ele chamar pelo teu nome agora? Então fecha os teus olhos onde você estiver e diga em oração, “fala, Senhor porque o teu servo (a) ouve”.

(mensagem apresentada na Primeia Igreja Evangélica Batista em Ferreirtos em 29/04/09)

April 18

COMO FICAR PARECIDO COM JESUS?

COMO FICAR PARECIDO COM JESUS?

*Pr. Edivaldo Rocha

Na última quarta-feira falava sobre a árvore boa e a má e seus respectivos frutos. Diante dessa ilustração não há como deixarmos de perceber que uma pessoa só pode oferecer aquilo que tem, eu outras palavras “a boca fala do que está cheio o coração” (Mt 12:34). Então, se uma pessoa tem a Jesus no coração, logo entenderemos que os frutos a serem oferecidos serão os melhores possíveis.

Dentro dessa mesma linha de pensamento chamo a atenção de vocês para o texto de Filipenses 4:4-9 que nos diz:

“Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos. Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus. Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento. O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus da paz será convosco”.

Uma das passagens mais conhecidas da carta aos filipenses é o hino descrito no capítulo 2:5-11, que tem como resumo a expressão: “tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (v.5). Trocando esse verso chave em miúdos, a Bíblia nos orienta a refletirmos como um espelho em nossas ações as ações que Jesus faria se estivesse em nosso lugar. Eu sei que muita gente repete por aí a frase “eu não sou Jesus” quando é pego em uma situação que não deveria. É verdade, ninguém aqui é Jesus, pois Jesus só houve um. Contudo, a cada dia precisamos tentar nos parecer com Ele para que sejamos reconhecidos como seus servos.

No trecho bíblico que acabamos de ler o apóstolo Paulo nos oferece o exemplo de algumas ações que nos ajudarão a nos parecermos mais e mais com o nosso Mestre Jesus.

I. Alegrai-vos sempre no Senhor: ao ler esse trecho me lembrei daquele corinho que fala “a alegria está no coração de quem já conhece a Jesus”. Só o fato de um dia termos recebido a Jesus em nossos corações nos dá “mil” motivos de nos alegrarmos. Sempre que recitamos aquele versículo do Salmo que diz “grandes coisas fez o Senhor por nós e por isso estamos alegres”, reconhecemos que o cuidado que Deus em nossas vidas é também outro motivo para nos alegrarmos. Não quero nesta noite menosprezar os momentos difíceis que alguns de vocês possam estar passando, mas quero lembrá-los que quem escreveu esta carta aos filipenses estava preso; já havia sofrido em outras prisões anteriores a essa; depois de ter se convertido foi tido como criminoso; fora os inúmeros outros sofrimentos que passara por amor do evangelho. O apóstolo Paulo, mais que qualquer outra pessoa, poderia estar de mal com a vida, resmungando por onde passasse, mas no lugar disso ele disse enfaticamente e repetidamente recomenda, “alegrai-vos no Senhor; outra vez vos digo: alegrai-vos”. A alegria é uma característica própria do crente.

II. Sejamos moderados: o que é ser moderado? O dicionário da língua portuguesa define moderação como “ato de conter-se; ter compostura; prudência”. Aplicando essa definição ao comportamento cristão, devemos entender que ser moderado é ser prudente em nossas ações a fim de não escandalizarmos as outras pessoas com nosso comportamento. Em outra ocasião Paulo disse à Igreja de Corinto, “Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam” (1Co 10:23). Todos nós sabemos que o crente é observado em todo lugar: no trabalho; na escola; na vizinhança; na igreja; e até em casa. Diante disso temos que ter o cuidado de sermos comedidos em todos os lugares para que nossas ações não gerem escândalo, porque perto está a segunda vinda do Senhor. Uma forma de alcançarmos a moderação é evitar os impulsos que nos assolam e pensarmos antecipadamente nas consequências de nossas ações.

III. Não andeis ansiosos, mas dediquem-se á pratica da oração: muitas coisas querem fugir ou fogem do nosso controle. Nem tudo acontece do jeito que queríamos ou planejamos e isso provoca certa ansiedade. Estar ansioso é estar preocupado além da conta. Não que devamos agir como a música do mundo fala, “deixa a vida me levar”. Pelo contrário, devemos estar atentos ao que vamos fazer e não abrir mão da capacidade de fazer escolhas. Por outro lado, a preocupação demasiada pode gerar a ansiedade, que em nossos dias é considerada uma doença emocional. O salmista nos dá uma lição para combatermos a ansiedade: “entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e o mais ele fará”. Precisamos aprender a colocar nas mãos de Deus aquilo que não está ao nosso alcance. E como fazemos isso? Através da oração! Na carta aos Efésios 3:20-21 a Bíblia nos diz “ora, aquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo que pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, a ele seja a glória em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo sempre, amém”! Quem é esse que pode fazer infinitamente mais senão Deus? A prática da oração evita que fiquemos ansiosos conforme o verso 7 nos confirma, “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus”. Então, a receita é: orai sem cessar! E quando a preocupação quiser ganhar espaço na tua vida, ore mais ainda.

IV. Ocupe a vossa mente: é comum ouvirmos a expressão: “mente vazia é oficina do diabo”. E de fato, quando não ocupamos a nossa mente com as coisas de Deus, somos tentados a maquinar algo contra o nosso próximo. É por isso que nos ambientes de trabalho ou nas escolas as pessoas brigam feito cão e gato. São pessoas que não se concentram em suas atividades, muito menos em Deus e por isso passam o dia arrumando confusão por mínimas coisas. Quando alguém se abusa com essas pessoas geralmente dizem, “vá procurar o que fazer ou vá ocupar a sua mente com outra coisa e deixe de me aborrecer”. Esse é um problema antigo e por isso é que a Bíblia recomenda que ocupemos o nosso pensamento com alguma coisa, porém não qualquer coisa. Mas devemos ocupar a nossa mente com “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (v. 8) a fim de nos parecermos mais com aquele que nos salvou e nos separou para sua glória. Precisamos exercitar diariamente a capacidade de filtrarmos os nossos pensamentos para guardarmos em nossos corações somente aquilo que vem de Deus.

Somente coisas boas devem ocupar espaço em nosso pensamento para que as nossas atitudes reflitam do que está cheio o nosso coração.

Livremo-nos de todo e qualquer pensamento maldoso, rancor, mágoa para que nosso entendimento esteja sempre aberto para as maravilhas de Deus em nossas vidas e assim desfrutarmos da sua companhia constante conforme expresso no verso 11: “e o Deus da paz será convosco”. Amém!

(mensagem apresentada na 1ª Igreja Evangélica Batista em Ferreiros em 19/04/09)

March 21

Rm 5:1-5

RESISTINDO O BOM COMBATE

*Pr. Edivaldo Rocha

“Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus. E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Rm 5:1-5).

Estava pensando sobre esta passagem bíblica e como ela é importante em nossas vidas. O apóstolo Paulo introduz esse capítulo 5 da carta aos romanos lembrando uma promessa feita por nosso Senhor Jesus a todos aqueles que são justificados pela fé, ou seja, aqueles que um dia fizeram uma decisão ao lado de Cristo Jesus. A promessa em questão é aquela descrita em Jo 14:27: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”.

Muitas pessoas pensam que a paz está unicamente relacionada com a guerra ou a ausência dela. Lembro de um lutador que repetia uma frase de outra pessoa que dizia o seguinte: se alguém deseja a paz, então esteja preparado para a guerra. Durante muito tempo essa frase fez parte da minha filosofia de vida, mas depois de um tempo eu percebi que a paz não é necessariamente a ausência de conflitos e tampouco será alcançada por eles, mas é ter segurança de espírito. Porque podemos passar pelas mais terríveis provações, porém, se mantemos a segurança de espírito não seremos abalados.

Quando Jesus nos diz “a minha paz eu voz dou” é uma promessa de recebermos em nossas vidas um espírito forte capaz de resistir a qualquer situação. Estar em paz é também poder descansar nos braços de Deus.

Isso é resultado da graça salvadora de Deus Pai, concedida pelo sangue derramado de Jesus. Essa graça dá ao crente duas coisas imprescindíveis: firmeza e esperança.

Mais adiante, no texto bíblico, o apóstolo acrescenta que as tribulações na vida do crente produzem uma virtude chamada perseverança. O dicionário da língua portuguesa define perseverança como: persistir, ser constante e estar firme. O meu vocabulário próprio define perseverança com a qualidade de seguir em frente quando os outros tendem a parar no meio do caminho. Para mim isso é que é perseverança, é seguir em frente quando os outros tendem a parar.

Tente lembrar qual foi a situação mais difícil que você passou. Creio que seu cérebro nesse instante produziu um flash na sua cabeça dessa situação e rapidamente você se lembrou dos momentos complicados, dos sentimentos que você sentiu, no que essa situação afetou sua família e seus relacionamentos, nos desgostos e decepções que teve dentre outras coisas.

Agora me responda, se você tivesse que passar por essa situação ou uma parecida novamente, como você reagiria? Imagino que a sua resposta seria: ah! Agora o negocio seria diferente. Talvez tal situação nem acontecesse. Sabem por que vocês responderiam dessa maneira? Porque nesse assunto, ou situação vocês já obtiveram experiência. Então, se a mesma situação ou uma parecida ocorresse novamente na sua vida a sua experiência te faria reagir de maneira diferente onde não sofrerias os mesmos desgostos e dificuldades como da primeira vez.

É esse o sentido que o apóstolo Paulo emprega quando diz que as tribulações produzem perseverança e dá aos que persevera experiência de vida. E outra coisa, à medida que ficamos experientes nas coisas da vida começamos a ter mais esperança.

A esperança é uma qualidade que não podemos abrir mão dela, pois em algumas situações da vida ela é a única coisa que nos mantém de pé.Quem tem esperança não se confunde e resiste a qualquer momento que a vida impõem.

Em dezembro de 1967, Martin Luther King convida a nação e prega o sermão Intitulado eu tenho um sonho. E num determinado trecho do sermão ele narrou que viu os seus sonhos transformarem-se em pesadelos ao contemplar o quadro de descriminação e violência que tinha se instalado no país. E com suas próprias palavras disse: “sim, eu (também) sou vítima de sonhos adiados, de esperanças dilaceradas, mas, apesar disso, eu ainda tenho um sonho, porque, como vocês sabem, a gente não pode desistir da vida. Quando se perde a esperança, perde-se também aquela vitalidade que faz com que a vida continue, aquela coragem de existir e de prosseguir, apesar de tudo. Por isso, hoje em dia eu ainda tenho um sonho”.

Quando nos enchemos da esperança que é encontrada em Cristo Jesus temos forças para seguirmos sempre em frente e razões para sonhar, para continuar acreditando que as coisas vão ser melhores que hoje.

Por isso, caro Irmão, cara irmã (leitor e leitora) jamais permita que as circunstâncias da vida te faça perder as esperanças. Pelo contrário, tente aprender com tais circunstâncias e alcance um coração sábio que aprendeu que na vida nós precisamos seguir em frente apesar dos pesares.

Lembre-se que tudo começou quando Cristo disse para você “a minha paz eu vos dou, não vo-la dou como o mundo a dá”. Já aprendemos que essa paz que Deus nos dá garante uma segurança de espírito para que sempre estejamos firmes diante da vida, perseverando a cada dia e aprendendo com a vida que as nossas esperanças alicerçadas em Deus sempre nos manterão de pé.

February 22

MENSAGEM PARA O CARNAVAL

A FESTA DAS ILUSÕES

*Pr. Edivaldo Rocha

Nosso povo está comemorando do jeito que pode a data do carnaval. Nenhuma data comemorativa movimenta tanta gente quanto esta festa. No livro dos recordes, o Galo da Madrugada (Bloco carnavalesco do Recife) recebeu o título de festa que aglomera o maior ajuntamento de pessoas já visto.

Na TV vemos em todos os lugares do estado movimentação de foliões em e verdadeiros cortejos atrás dos blocos e trios elétricos. Todos aparecem rindo, brincando, todos parecem ter muitos amigos, mas eu me pergunto: “o que ficará desta data depois que o ‘Galo’ for guardado para o próximo ano”? “O que ficará quando as fantasias forem guardadas no armário”? “O que ficará quando as ruas forem desobstruídas”? “O que ficará quando o frevo cessar; quando os cantores calarem a boca; quando os organizadores desarmarem os palcos; quando o carnaval terminar”?

Ano após ano vejo pessoas após carnaval dizerem: “agora vou voltar para a minha vida normal”. Ou “agora vou voltar para o sofrimento que era minha vida normal”.

Mas o que aconteceu com aqueles dias de festa? Mas o que acontecerá com esses dias de festa deste ano? Da mesma maneira dos anos anteriores acontecerá este ano, o carnaval vai passar e com ele a ilusão que provoca na vida das pessoas. Porque o carnaval é isso: é uma festa de ilusão. Nesses dias as pessoas criam a ilusão que são felizes. Que não tem com que se preocupar. Nesses dias a pessoas acreditam que a vida é uma festa. Mas depois da quarta-feira de cinzas percebem que tudo foi mera ilusão.

É de entristecer ver as pessoas precisarem mudar a sua vida de um estado de infelicidade para um estado de gozo e não conseguirem. E para elas deve ser angustiante sentir que a festa do carnaval é passageira e que a vida delas vai ser a mesma depois da quarta-feira de cinzas.

Contudo essa cena continuará a se repetir enquanto essas mesmas pessoas procurarem dar jeito na suas vidas da forma errada. A Bíblia nos mostra que se queremos investir em algo permanente devemos fazê-lo nas coisas certas e duradouras e não nas passageiras e ilusórias, senão vejamos.

“Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt 6:19-21).

Quem investe nas coisas passageiras dessa vida nunca terá nada permanente. Por outro lado, quem toma a decisão de investir nas coisas lá do alto jamais será surpreendido, pois um tesouro guardado nas mãos de Deus não pode ser furtado.

Martin Luther King Júnior já disse certa vez, "Eu guardei muitas coisas em minhas mãos, e perdi todas; mas todas as que coloquei nas mãos de Deus, essas ainda possuo".

Enquanto as pessoas continuarem correrem atrás dos blocos e trios tentando encontrar a alegria, elas jamais terão algo permanente. Porque as festas e investimentos que fazemos nas coisas que são deste mundo são mera ilusão. E quando são coisas concretas não são permanentes. Pois tudo nesta vida passa.

Mas as conquistas que Deus nos garante em Cristo Jesus, essas sim, são permanente e não há tempo que as faça dissipar.

Quando deixamos nossos investimentos nas mãos de Deus temos a certeza que nunca seremos surpreendidos, porque em Deus nós podemos confiar sem duvidar.

Daqui a alguns dias as pessoas cairão em si que a “alegria do carnaval” passou junto com seu cortejo e que suas vidas continuam as mesmas. Nessas horas a igreja de Cristo precisa exercer um papel que transmita a misericórdia de Deus a essas vidas tão carentes do amor divino. A igreja precisa olhar com compaixão para essas pessoas que muitas vezes tateiam no escuro em busca de sentido para suas vidas. A igreja precisa mostrar que só em Deus, e em nenhum outro, há esperança e alegria permanentes; só em Deus nossos investimentos estarão seguros para todo sempre.

(MENSAGEM APRESENTADA NO DIA 22/02/09 NA IGREJA BATISTA EM APIPUCOS)

February 16

FILHOS DE DEUS DUAS VEZES

FILHOS DE DEUS DUAS VEZES

*Pr. Edivaldo Rocha

            Esta noite falarei a vocês de um personagem bíblico que possuía características bem peculiares. O nome deste personagem era João Batista. De nascimento era só João, filho de Zacarias. Ele ficou conhecido como João Batista pela prática que exercia de batizar pessoas em sinal de arrependimento. Não era só um costume daquela época, apelidar as pessoas pelo ofício que exerciam. Ainda hoje temos essa prática. Senão vejamos alguns nomes conhecido de vocês: Geraldo do Queijo; Fulano do bode; beltrano do taxi; cicrano da farmácia e assim por diante. E da mesma maneira foi com João Batista.

Ele primeiramente nasceu numa família de sacerdotes que serviam continuamente no templo. Comumente naquela época as crianças eram acostumadas a frequentarem os ambientes religiosos de seus pais. Como eles eram judeus de religião, João Batista fora criado naquele ambiente do templo. Contudo, como qualquer pessoa que cresce, é comum também ela tomar suas próprias decisões. Entre as muitas decisões que tomam, está a de permanecer ou não na religião de seus pais. João Batista não deixou de ser judeu, mas adotou um costume pouco típico para os judeus do seu tempo. Desde muito jovem ele se afastou do convívio social, preferindo viver isolado no deserto.

Quando ele resolve voltar para o convívio social, a fim de realizar a missão que Deus confiou a ele, o povo se surpreendeu com a figura que representava. João Batista fazia suas roupas com pelo de camelo e sua alimentação consistia em comer gafanhotos com mel. Embora para nós possa parecer repugnante comer gafanhotos, dizem que é muito nutritivo. Enfim, quando ele aparece no centro da Judéia não há aquele que não olhe para ele.

João Batista pregava para que as pessoas se arrependessem de seus maus caminhos e quem aceitava esse discurso era batizado por ele. No evangelho de João (não o Batista, mas agora o João evangelista, discípulo de Jesus) temos a seguinte narrativa acerca da atividade de João Batista:

“Este foi o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para lhe perguntarem: Quem és tu? Ele confessou e não negou; confessou: Eu não sou o Cristo. Então, lhe perguntaram: Quem és, pois? És tu Elias? Ele disse: Não sou. És tu o profeta? Respondeu: Não. Disseram-lhe, pois: Declara-nos quem és, para que demos resposta àqueles que nos enviaram; que dizes a respeito de ti mesmo? Então, ele respondeu:Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías. Ora, os que haviam sido enviados eram de entre os fariseus. E perguntaram-lhe: Então, por que batizas, se não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta? Respondeu-lhes João: Eu batizo com água; mas, no meio de vós, está quem vós não conheceis, o qual vem após mim, do qual não sou digno de desatar-lhe as correias das sandálias. Estas coisas se passaram em Betânia, do outro lado do Jordão, onde João estava batizando” (Jo 1:19-28).

 

            Como vimos nessa passagem bíblica, muitos pensavam que João Batista era o Messias prometido, muitos pensavam que ele era Jesus Cristo. Como ele negou ser Jesus o Cristo, perguntaram então se ele era uma reencarnação do profeta Elias. Ele respondeu dizendo também que não era Elias. Quando em fim fizeram a pergunta certa: quem é você? Ele respondeu que ele era a voz que clamava no deserto, aquele que abriria as portas para que entrasse o Salvador do mundo, Jesus Cristo.

            Entre todos os profetas de Israel, João Batista foi considerado o mais feliz e abençoado por ter sido o único profeta que viu pessoalmente a Jesus Cristo. João se referiu a Jesus como o Cordeiro de Deus, que tiraria o pecado do mundo.

            Para quem não sabe, naquela época havia o sacrifício de animais para se alcançar o perdão dos pecados. Todos os anos, no dia do perdão, os judeus vinham de onde estivessem para Jerusalém. Lá eles ofereciam no templo animais, ervas e cereal como sacrifícios a Deus para que Ele perdoasse os pecados daqueles que participavam da celebração. Quando João se refere a Jesus como o Cordeiro de Deus, ele vislumbrava o sacrifício que Jesus teria que fazer para conceder perdão para a humanidade.

            O sacrifício ocorreria no dia de sua crucificação. O sangue que Jesus derramou foi e é para que todos quantos aceitarem esse sacrifício possam ter o perdão dos seus pecados.

            No início do evangelho de João, o evangelista e discípulo de Jesus, temos a descrição de um Deus que estava no céu em uma só forma com seu filho Jesus Cristo, mas diante da situação humana de afastamento da sua pessoa, Deus decide enviar o seu filho para que o relacionamento que foi quebrado pelo pecado fosse restabelecido por meio de Jesus na cruz do calvário.

            Se alguém perguntasse que tipo de relacionamento Deus que manter conosco, eu diria que é um relacionamento de pai e filho, senão vejamos o que diz Jo 1:10-12.

“O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome”.

                       

Jesus veio para todos, mas o próprio texto nos mostra que nem todos entenderam isso. O sacrifício de Jesus nos concede o perdão de nossos pecados para que nos tornemos filhos de Deus, mediante o recebimento de Jesus como seu Senhor e Salvador.

            Porém, alguém hoje pode estar dizendo, “eu já sou um filho de Deus! Afinal não foi ele quem me fez”? Se por acaso alguém fez essa pergunta, eu só tenho a responder que é verdade, pois todos nós fomos criados por Deus. Lá no Gênesis 1:27 a Bíblia nos diz que “Deus fez o homem (ser humano) a sua imagem e semelhança”. Quanto a isso não há argumento; o homem é feitura de Deus; nós somos filhos de Deus por conta disso. Mas me permitam contar uma história que se encaixa nesse assunto.

O menino e o barquinho

Certa vez um homem que morava em um interior ensinou o seu filho a fazer uma jangada de madeira. Um barquinho para brincar no riacho. Ele ensinou o filho a cortar a madeira. Depois ensinou a dar os nós que prenderiam as madeiras umas as outras. Depois da pintura estava pronto o barquinho.

Todos os dias o garoto brincava com o barquinho num riacho próximo de sua casa. Num determinado dia a correnteza do riacho estava mais forte que a de costume. Num momento de descuido do garoto o barquinho seguiu correnteza abaixo. O garoto correu atrás do barco, mas seu esforço foi em vão. E o barquinho foi levado pela correnteza.

A tristeza tomou conta do garoto de modo que seu pai fez de tudo que podia para melhorar o humor do garoto: deu um galo, umas cabrinhas (coisa de quem mora no interior), e nada do menino se animar.

Um dia o pai do garoto teve que ir à cidade para comprar algumas coisas. Depois das compras o pai levou o garoto a uma loja de coisas antigas. E para surpresa de todos, na vitrine da loja o menino viu o seu barquinho.

—Pai olha meu barquinho!

— O pai respondeu: “tem certeza?”

— Sim! Veja o nó que o senhor me ensinou a fazer... Olha a marca que eu fiz na madeira... É o meu barquinho!

O menino entrou na loja e disse à moça que estava no balcão:

— Moça aquele é meu barquinho.

A moça disse que não era possível aquele barquinho ser do menino, mas o menino insistiu e mostrou os detalhes que ele próprio tinha feito, então a moça disse que o barco poderia até ter sido dele, mas ela havia comprado e só sairia da loja vendido.

O garoto olhou para o pai, porém o pai já estava sem dinheiro. Voltaram então para casa deixando o barquinho na loja.

Ao chegar em casa o garoto pegou o galo, as cabras e os vendeu, guardando o dinheiro sem que ninguém soubesse.

No mês seguinte seu pai lhe chama e diz que iria novamente à cidade para comprar algumas coisas e pergunta se o garoto queria ir com ele. Sem demora o garoto vai onde guardou o dinheiro e coloca no bolso. Chegando à cidade o menino pede ao pai para ir à loja do barquinho.

Quando entra na loja vai ao balcão e diz à moça;

— “Vim buscar meu barquinho!”

— A moça responde “ele só sai daqui vendido”.

— “Quanto é?” perguntou o garoto.

— A moça do balcão responde que é “X”.

O garoto tira o dinheiro do bolso e paga pelo barquinho. A moça pergunta se ele quer embrulhar, mas o garoto toma o barco da mão dela e abraça forte o barquinho e diz repetidamente, “você é meu duas vezes”. “você é meu duas vezes”. “você é meu duas vezes”.

A moça da loja pergunta por que ele está dizendo que o barco é dele duas vezes?O garoto responde que o barquinho é dele duas vezes, porque uma vez ele fez e a outra vez, porque ele comprou.

Do mesmo modo somos nós em relação a Deus. Somos filhos dele porque ele nos fez. Isso é inquestionável. Mas precisamos ser filhos de Deus duas vezes. Uma porque ele nos fez e outra porque ele nos comprou.

Um dia as correntezas da vida nos levaram para longe dele. Essas correntezas de maneira súbita nos jogaram em um vale enlamaçado e escuro donde não conseguimos sair sozinhos.

 

Porém, um dia o filho de Deus, Jesus Cristo, veio a este mundo para nos mostrar a luz, para nos mostrar o caminho para fora desse vale escuro e nos dar vida. Jesus veio a este mundo para pagar o preço por nossas vidas. Esse preço foi pago lá na cruz do calvário.

Jesus pagou o preço para que todos quanto o recebessem fossem feitos filhos de Deus. Filhos duas vezes: uma porque ele nos fez e outra, porque nos comprou com a sua própria vida na cruz do calvário.

Ás vezes a vida se torna difícil e amarga. Não são poucos os problemas que temos que enfrentar e mal superamos um aparece outro ainda maior. Quantas vezes não olhamos para dentro de nossas próprias casas e dizemos “isso é uma família”? Saiba que a vida sempre nos apresentará dissabores, mas uma coisa é enfrentarmos esses dissabores sozinhos e outra é enfrentá-los sabendo que Deus está do nosso lado. É como um pai age em relação a seu filho: protegendo, zelando, guiando pelos melhores caminhos, se sacrificando para que você tenha o melhor. E o melhor que podemos garantir para nossas vidas é ter a certeza de passarmos a eternidade ao lado de Deus, mediante a pessoa de Jesus Cristo. Deixe Deus mudar a tua história!

 

Receba a Jesus e seja filho de Deus pela segunda vez; aceite o preço que foi pago!


(MENSAGEM APRESENTADA NO CULTO DE LOUVOR DA UNIJOVEM EM FERREIROS NO DIA 14/02/09)

February 07

MENSAGEM BÍBLICA: COMO VER DEUS

COMO VER DEUS

*Pr. Edivaldo Rocha

“Conta-se que certo dia, viajava num desses transatlânticos que cruzam os mares, um homem cuja fama no navio era de ser um verdadeiro cristão. O capitão, homem incrédulo e de uma vida um tanto irregular, querendo divertir-se às custas do cristão, chamou aquele servo de Deus num dia de sol, com o horizonte límpido e lhe disse em tom de zombaria e escárnio: ‘veja aqui o meu potente binóculo. Tenho procurado de todos os meios ver se encontro Deus, mas depois de longos anos de pesquisas, perscrutando o horizonte, não o encontrei’. ‘Ora’- disse o cristão – “o seu binóculo é muito fraco, precisa de um com maior potência”! ‘Como’? – perguntou o capitão – ‘este é o mas potente que existe’. E o cristão respondeu: ‘não! Existe outro ainda mais potente’! ‘Qual’? Foi a pergunta do capitão. ‘Muito simples’! – respondeu o cristão – ‘bem aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus. Eis o binóculo potente para vê-lo. Possua esse poderoso instrumento, Senhor capitão’! Este abaixou os olhos e retirou-se calado, pois o seu coração não era puro” (EXTRÍDO DO CALENDÁRIO 2009 COM MEDITAÇÕES - LUZ E VIDA) .

Se perguntássemos pelas ruas da cidade: “quem quer ir para o céu para viver ao lado de Deus”? Creio que todas as respostas seriam afirmativas. Afinal de contas quem quer ir para o inferno?

Muitas pessoas querem receber benefícios de Deus, mas não mantêm nenhum tipo de relacionamento com ele.

Deus é muito procurado nos momentos difíceis da vida. Não importa a religião que essa pessoa pratique ou deixe de praticar, quando as coisas “apertam”, Deus é um ser que pode suprir as necessidades. Essa prática não é de todo ruim, pois algumas pessoas começam a desenvolver um relacionamento de amor com Deus, depois de passarem por momento de aflição. O sentimento de gratidão leva esta pessoa que passou por apuros a manter intimidade com o Criador. É mais ou menos o sentimento contido numa senhora que conheci em relação ao seu padrasto. Certo dia fiz uma visita a uma família moradora na área de atuação do posto de saúde em que trabalho. Ao chegar nessa casa percebi que havia um senhor bem idoso acamado já algum tempo. Notei também que tudo na casa “estava um brinco” de limpeza. O senhor, embora acamado era muito bem tratado por uma senhora que era responsável pela casa. Elogiei a cena que vi e perguntei à senhora que morava naquela casa: “a senhora é esposa deste senhor”? “Não”! Respondeu ela e continuou: “este senhor é meu padrasto. Eu cuido dele assim, porque este homem foi muito bom para minha mãe e minha família e o que eu faço por ele hoje é pouco pelo que ele foi em nossa família”.

O sentimento de gratidão contido nas ações daquela mulher se assemelha ao sentimento vivido por alguém que teve uma resposta de Deus num dia de angústia.

Por outro lado, quantas pessoas não passam por momentos difíceis sem saber que podem contar com Deus. Outras até sabem que podem contar com Deus, mas não o fazem por achar que Deus não a atenderia, porque ela só está buscando no momento de dor. Pessoas assim têm um sentimento de culpa por não terem buscado a Deus em outras ocasiões.

Essas pessoas também desconhecem que nunca é tarde demais para buscar a Deus, mas uma coisa é necessária. Nesse sentido o profeta Jeremias diz que para buscarmos a Deus, precisamos fazer de maneira especial, senão vejamos o que diz Jr 29:13

“Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração”

Muitas pessoas tentam encontrar a Deus no caminho de Juazeiro; no caminho de São Severino do Ramo; outras vão para Israel, Meca; alguns vão também para San Tiago de Compostela; enfim gastam seus recursos e suas energias em peregrinações em busca de Deus. Mas será que encontram?

O capitão do navio queria encontrar a Deus com um binóculo. Não são poucos que compram também amuletos, livros de rituais e usam vários outros artifícios, mas não o buscam de todo o coração.

O “buscar de todo o coração” implica também numa purificação do mesmo. Ainda no capítulo 29 do Livro do profeta Jeremias, a Bíblia nos descreve que o povo passaria setenta anos no cativeiro. Esse tempo serviria de ensinamento para que o povo compreendesse que para se colocar diante de Deus é preciso santidade de vida; para ser chamado povo eleito é preciso também ser santo. Então o período do cativeiro babilônico serviria para Israel como purificação espiritual.

Entendendo isto fica claro entender também o que Jesus disse quando se sentou no monte para ensinar as pessoas e disse: “bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus (Mt :8)”.

Só corações puros conseguirão vislumbrar a glória de Deus revelada aos homens.

Mas o que fazer para ter um coração puro?

Este verso de Mt 5:8 deixa claro que sem pureza de coração é impossível ver a Deus. Essa pureza começa em nosso íntimo e se manifesta em nossas ações e palavras. Essa pureza é alcançada através de Jesus Cristo, pois o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado (1Jo 1:7).

Deus fez o homem com o coração puro, mas o pecado comprometeu essa pureza e consequentemente nos afastou de Deus. Deus por sua vez entregou o seu filho para que morresse na cruz do calvário. Essa morte serviu para que nossos pecados fossem perdoados através de seu sangue.

E hoje quem recebe a Jesus com seu Senhor e Salvador tem os seus pecados perdoados. Jesus quando entra na vida de uma pessoa, lhe purifica de toda a culpa e nós, agora, de corações limpos podemos enxergar pelos olhos da fé esse tão grande e maravilhoso Deus.

“Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus”.

Quer sentir a presença de Deus hoje em tua vida? Quer que ele derrame a sua graça salvadora hoje sobre você? Quer trazer sentido à sua existência?

Então, purifique o seu coração no sangue de Jesus, receba-o como seu Salvador, deixe que ele te purifique e com certeza contemplarás a face de Deus.

Porque os puros de coração verão a Deus.

(mensagem apresentada na Igreja Evangélica Batista em Ferreiros em 08/02/09)

January 27

O ÚLTIMO SERMÃO: POR THOMAS WATSON

Sempre apreciei a leitura de sermões escritos. Acredito que quando a inspiração dada por Deus ganha o formato da letra no papel somos abençoados por vários séculos. Em minhas olhadelas na internet encontrei no blog da Ana Paula Valadão o sermão intitulado “O último sermão”. Abaixo transcrevo, como lá está, o breve contexto de sua composição e o sermão na integra. Embora tenha sido escrito em no século XVII, sua mensagem é bem atual e altamente desafiadora em meio ao século XXI.

Tenha uma boa leitura e que Deus te abençoe!

*Pr. Edivaldo Rocha

O Último Sermão

Em 24 de agosto de 1662, dois mil ministros puritanos do evangelho foram excluídos de seus púlpitos, tendo recebido a ordem de não mais pregarem em público. O Ato de Uniformidade, baixado pelo parlamento inglês, conhecido pelos evangélicos como a Grande Ejeção, pairava por sobre a Inglaterra como uma nuvem espessa. Muitos líderes eclesiásticos da Igreja Anglicana, a religião oficial, estavam forçando os puritanos a cessarem suas prédicas ou a se moldarem à adoração litúrgica decretada por lei. Muitos ministros preferiam o silêncio à transigência.

Com olhos marejados de lágrimas, milhares de cristãos humildes ouviram seu último sermão no domingo imediatamente anterior à data em que o Ato se tornaria lei. E, naquele último domingo de liberdade, os ministros puritanos provavelmente pregaram os seus melhores sermões.

O sermão que passamos a transcrever, de modo um tanto abreviado, foi pregado por Thomas Watson a seu pequeno rebanho.

———— ——— ——— ——— ——— ——— -

Antes que eu me vá, devo oferecer alguns conselhos e orientações para vossas almas. Eis as vinte instruções que tenho a dar a cada um de vós, para as quais desejo a mais especial atenção:

1) Antes de tudo, observa tuas horas constantes de oração a Deus, diariamente. O homem piedoso é homem “separado” (Sl 4.3), não apenas porque Deus o separou por eleição, mas também porque ele mesmo se separa por devoção. Inicia o dia com Deus, visita-O pela manhã, antes de fazeres qualquer outra coisa. Lê as Escrituras, pois elas são, ao mesmo tempo, um espelho que mostra as tuas manchas e um lavatório onde podes branquear essas máculas. Adentra ao céu diariamente, em oração.

2) Coleciona bons livros em casa. Os livros de qualidade são como fontes que contêm a água da vida, com a qual poderás refrigerar-te. Quando descobrires um arrepio de frio em tua alma, lê esses livros, onde poderás ficar familiarizado com aquelas verdades que aquecem e afetam o coração.

3) Tem cuidado com as más companhias. Evita qualquer familiaridade desnecessária com os pecadores. Ninguém pode apanhar a saúde de outrem; mas pode-se apanhar doenças. E a doença do pecado é altamente transmissível. Visto não podermos melhorar os outros, ao menos tenhamos o cuidado de que eles não nos façam piores. Está escrito acerca do povo de Israel que “se mesclaram com as nações e lhes aprenderam as obras” (Sl 106.35). As más companhias são as redes de arrastão do diabo, com as quais arrasta milhões de pessoas para o inferno. Quantas famílias e quantas almas têm sido arruinadas pelas más companhias!

4) Cuidado com o que ouves. Existem certas pessoas que, com seus modos sutis, aprendem a arte de misturar o erro com a verdade e de oferecer veneno em uma taça de ouro. Nosso Salvador, Jesus Cristo, aconselhou-nos: “Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores” (Mt 7.15). Sê como aqueles bereanos que examinavam as Escrituras, para verificar se, de fato, as coisas eram como lhes foram anunciadas (At 17.11). Aos crentes é mister um ouvido discernidor e uma língua crítica, que possam distinguir entre a verdade e o erro e ver a diferença entre o banquete oferecido por Deus e o guisado colocado à sua frente pelo diabo.

5) Segue a sinceridade. Sê o que pareces ser. Não sejas como os remadores, que olham para um lado e remam para outro. Não olhes para o céu, com tua profissão de fé, para, então, remar em direção ao inferno, com tuas práticas. Não finjas ter o amor de Deus, ao mesmo tempo que amas o pecado. A piedade fingida é uma dupla iniqüidade. Que teu coração seja reto perante Deus. Quanto mais simples é o diamante, tanto mais precioso ele é; e quanto mais puro é o coração, maior é o valor que Deus dá à sua jóia. O salmista disse sobre Deus: “Eis que te comprazes na verdade no íntimo” (Sl 51.6).

6) Nunca te esqueças da prática do auto-exame. Estabelece um tribunal em tua própria alma. Tem receio tanto de uma santidade mascarada quanto de ires para um céu pintado. Julgas-te bom porque outros assim pensam de ti? Permite que a Palavra seja um ímã com o qual provarás o teu coração. Deixa que a Palavra seja um espelho, diante do qual poderás julgar a aparência de tua alma. Por falta de autocrítica, muitos vivem conhecidos pelos outros, mas morrem desconhecidos por si mesmos. “De noite indago o meu íntimo”, disse o salmista (Sl 77.6).

7) Mantém vigilância quanto à tua vida espiritual. O coração é um instrumento sutil, que gosta de sorver a vaidade; e, se não usarmos de cautela, atrai-nos, como uma isca, para o pecado. O crente precisa estar constantemente alerta. Nosso coração se assemelha a uma “pessoa suspeita”. Fica de olho nele, observa o teu coração continuamente, pois é um traidor em teu próprio peito. Todos os dias deves montar guarda e vigiar. Se dormires, aí está a oportunidade para as tentações diabólicas.

8 ) O povo de Deus deve reunir-se com freqüência. As pombas de Cristo devem andar unidas. Assim, um crente ajudará a aquecer ao outro. Um conselho pode efetuar tanto bem quanto uma pregação. “Então, os que temiam ao SENHOR falavam uns aos outros” (Ml 3.16). Quando um crente profere a palavra certa no tempo oportuno, derrama sobre o outro o óleo santo que faz brilhar com maior fulgor a lâmpada do mais fraco. Os biólogos já notaram que há certa simpatia entre as plantas. Algumas produzem melhor quando crescem perto de outras plantas. Semelhantemente, esta é a verdade no terreno espiritual. Os santos são como árvores de santidade. Medram melhor na piedade quando crescem juntos.

9) Que o teu coração seja elevado acima do mundo. “Pensai nas coisas lá do alto” (Cl 3.2). Podemos ver o reflexo da lua na superfície da água, mas ela mesma está acima, no firmamento. Assim também, ainda que o crente ande aqui em baixo, o seu coração deve estar fixado nas glórias do alto. Aqueles cujos corações se elevam acima das coisas deste mundo não ficam aprisionados com os vexames e desassossegos que outros experimentam, mas, antes, vivem plenos de alegria e de contentamento.

10) Consola-te com as promessas de Deus. As promessas são grandes suportes para a fé, que vive nas promessas do mesmo modo que o peixe que vive na água. As promessas de Deus são quais balsas flutuantes que nos impedem de afundar, quando entramos nas águas da aflição.

11) Não sejas ocioso, mas trabalha para ganhar o teu sustento. Estou certo de que o mesmo Deus que disse: “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar”, também disse: “Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra”. Deus jamais apoiou qualquer ociosidade. Paulo observou: “Estamos informados de que, entre vós, há pessoas que andam desordenadamente, não trabalhando; antes, se intrometem na vida alheia. A elas, porém, determinamos e exortamos, no Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando tranqüilamente, comam o seu próprio pão” (2 Ts 3.11-12).

12) Ajunta a primeira tábua da Lei à segunda, isto é, piedade para com Deus e eqüidade para com o próximo. O apóstolo Paulo reúne essas duas idéias, em um só versículo: “Vivamos, no presente século… justa e piedosamente” (Tt 2.12). A justiça se refere à moralidade; a piedade diz respeito à santidade. Alguns simulam ter fé, mas não têm obras; outros têm obras, mas não têm fé. Alguns se consideram zelosos de Deus, mas não são justos em seus tratos; outros são justos no que fazem, mas não têm a menor fagulha de zelo para com Deus.

13) Em teu andar perante os outros, une a inocência à prudência. “Sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas” (Mt 10.16). Devemos incluir a inocência em nossa sabedoria, pois doutro modo tal sabedoria não passará de astúcia; e precisamos incluir sabedoria em nossa inocência, pois do contrário nossa inocência será apenas fraqueza. Convém que sejamos tão inofensivos como as pombas, para que não causemos danos aos outros, e que tenhamos a prudência das serpentes, a fim de que os outros não abusem de nós nem nos manipulem.

14) Tenha mais medo do pecado que dos sofrimentos. Sob o sofrimento, a alma pode manter-se tranqüila. Porém, quando um homem peca voluntariamente, perde toda a sua paz. Aquele que comete um pecado para evitar o sofrimento, assemelha-se ao indivíduo que permite sua cabeça ser ferida, para evitar danos ao seu escudo e capacete.

15) Foge da idolatria. “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos” (1 Jo 5.21). A idolatria consiste numa imagem de ciúme que provoca a Deus. Guarda-te dos ídolos e tem cuidado com as superstições.

16) Não desprezes a piedade por estar sendo ela perseguida. Homens ímpios, quando instigados por Satanás, vituperam, maliciosamente, o caminho de Deus. A santidade é uma qualidade bela e gloriosa. Chegará o tempo quando os iníquos desejarão ver algo dessa santidade que agora desprezam, mas estarão tão removidos dela como agora estão longe de desejá-la.

17) Não dá valor ao pecado por estar atualmente na moda. Não julga o pecado como coisa apreciável, só porque a maioria segue tal caminho. Pensamos bem sobre uma praga, só porque ela se torna tão generalizada e atinge a tantos? “E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as” (Ef 5.11).

18) No que diz respeito à vida cristã, serve a Deus com todas as tuas forças. Deveríamos fazer por nosso Deus tudo quanto está no nosso alcance. Deveríamos servi-Lo com toda a nossa energia, posto que a sepultura está tão perto, e ali ninguém ora nem se arrepende. Nosso tempo é curto demais, pelo que também o nosso zelo de Deus deveria ser intenso. “Sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor” (Rm 12.11).

19) Faze aos outros todo o bem que puderes, enquanto tiveres vida. Labuta por ser útil às almas de teus semelhantes e por suprir as necessidades alheias. Jesus Cristo foi uma bênção pública no mundo. Ele saiu a fazer o bem. Muitos vivem de modo tão infrutífero, que, na verdade, suas vidas dificilmente são dignas de uma oração, como também seu falecimento quase não merece uma lágrima.

20) Medita todos os dias sobre a eternidade. Pois talvez seja questão de poucos dias ou de poucas horas - haveremos de embarcar através do oceano da eternidade. A eternidade é uma condição de desgraça eterna ou de felicidade eterna. A cada dia, passa algum tempo a refletir a respeito da eternidade. Os pensamentos profundos sobre a eterna condição da alma deveriam servir de meio capaz de promover a santidade. Em conclusão, não devemos superestimar os confortos deste mundo. As conveniências do mundo são muito agradáveis, mas também são passageiras e logo se dissipam. A idéia da eternidade deve ser o bastante para impedir-nos de ficar tristes em face das cruzes e sofrimentos neste mundo. A aflição pode ser prolongada, mas não eterna. Nossos sofrimentos neste mundo não podem ser comparados com nosso eterno peso de glória. Considerai o que vos tenho dito, e o Senhor vos dará entendimento acerca de tudo.

Thomas Watson

(disponível em < http://blogdaana.wordpress.com/2008/04/01/recomendacoes-para-se-viver-bem/>)

January 20

BRINCANDO DE DEUS

BRINCANDO DE DEUS

*Pr. Edivaldo Rocha

A religião cristã e algumas outras não-cristãs atribuem a Deus a autoria da criação do universo e de tudo que nele há. A Bíblia nos mostra que no princípio Deus criou os céus e a terra. A doutrina clássica dessa idéia de Deus como criador aponta que Deus é o criador e ordenador da matéria. Isso é o mesmo que dizer que Deus é o que é antes de qualquer coisa existir.

É claro que isso não é nenhuma novidade para quem crer na Bíblia, contudo destaquei essa doutrina criacionista para mencionar um artigo que li esses dias intitulado Brincando de Deus (disponível < http://www.diariodepernambuco.com.br/hotsite/lhc/aparticuladedeus.html>) que descreve alguns poucos detalhes dessa nova experiência científica com aceleração de partículas.

A idéia é a de tentar criar a matéria a partir do nada para se igualar a Deus. Os cientistas dizem que há no universo uma poeira cósmica que dá origem a todas as coisas: pedras, céu, mar, estrelas, galáxias, enfim essa poeira dá origem a tudo que existe. Porém eles ainda não descobriram a partícula que une toda essa poeira.

Essa partícula, segundo esses pesquisadores, é uma espécie de cola que junta a poeira cósmica formando a matéria. Apelidaram essa partícula especial de a partícula de Deus. É como se até hoje só Deus tivesse ou conhecesse esse elemento que é capaz do nada formar a matéria.

Desde setembro de1954 (data de construção do complexo científico de pesquisas em Genebra) se gasta fortunas incalculáveis para tentar descobrir a partícula de Deus.

Depois que li esse artigo fiquei me perguntando, o que acontecerá com o ser humano se um dia descobrisse realmente como formar a matéria, ou seja, se ele descobrisse o que é e como usar o que os cientistas chamam de a partícula de Deus. Os artigos que tratam desse assunto alegam que eles querem descobrir os segredos da origem do universo. Mas será que é só isso mesmo? Imagino que no fundo de seus pensamentos a única intenção é provar que tudo que há é obra do acaso e não de Deus. O que muitos cientistas querem é tirar de Deus a autoria da criação do universo e no lugar disso colocar os seus nomes como os desvendadores do segredo da origem de todas as coisas. Em outras palavras, o homem quer tomar o lugar de Deus.

Não é de hoje que o homem tenta tomar o lugar de Deus ou se igualar a ele. A história da humanidade nos mostra que vários reis, imperadores, faraós se auto-intitularam de deuses. A Bíblia também descreve alguns desses fatos e nos mostra duas ocasiões em que o homem tentou se igualar a Deus.

Ø CONHECER O QUE DEUS CONHECE

“Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o Senhor Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? Respondeu-lhe a mulher: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais. Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal” (Gn 3:1-5).

A primeira tentativa do homem se igualar a Deus aconteceu no jardim do Edém. A serpente despertou a cobiça no ser humano para que ele fosse igual a Deus, conhecedor do bem e do mal.

Na realidade o homem e a mulher no jardim já conheciam o bem, pois eles conheciam a Deus que é a fonte de todo bem. O que a desobediência fez, foi torná-los conhecedores e do mal.

As consequências disso foram sofrimento e morte para a humanidade. Adão e Eva certo tempo depois tiveram que presenciar a corrupção de um de seus filhos e o assassinato do outro. E pensar que tudo isso começou com a desobediência e a cobiça de ser igual a Deus. Quem imaginaria que toda a humanidade pagaria porque alguns poucos seres tentaram se igualar a Deus? Foi isso que aconteceu.

Ø TER A GLÓRIA QUE DEUS TEM

“Ora, em toda a terra havia apenas uma linguagem e uma só maneira de falar. Sucedeu que, partindo eles do Oriente, deram com uma planície na terra de Sinar; e habitaram ali. E disseram uns aos outros: Vinde, façamos tijolos e queimemo-los bem. Os tijolos serviram-lhes de pedra, e o betume, de argamassa. Disseram: Vinde, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo tope chegue até aos céus e tornemos célebre o nosso nome, para que não sejamos espalhados por toda a terra. Então, desceu o Senhor para ver a cidade e a torre, que os filhos dos homens edificavam; e o Senhor disse: Eis que o povo é um, e todos têm a mesma linguagem. Isto é apenas o começo; agora não haverá restrição para tudo que intentam fazer” (Gn 11:1-6).

A outra ocasião em que o ser humano tentou ser igual a Deus foi no evento intitulado na Bíblia como a Torre de Babel.

A pretensão do homem de se tornar célebre descreve a sua ambição. Em algumas bíblias a tradução é “façamos um nome” (RC), na NTLH traduz para que “ficaremos famosos”, mas a palavra que em português se traduziu por “célebre” e essas outras aplicações no original (r’osho) significa primeiramente “o mais elevado”, “o melhor”, “o maior”, “o principal”. Em suma, quando entendemos o que a palavra significa no original podemos compreender que eles queriam ter um nome que fosse acima, maior, mais elevado que qualquer outro nome. Eles queriam ter um nome maior que o de Deus.

Somente um ser teve o direito de ter um nome cima de todo nome e este ser é o próprio filho de Deus.

“Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.” (Fl 2:9-11).

O texto da carta aos Filipenses 2:5-11 descreve que Jesus sendo Deus preferiu ser homem para levar a humanidade a Deus. Mas dos tempos remotos até momentos atuais homem presunçosos se levantam para tentar tomar o lugar de Deus.

Eu me pergunto o que um homem tem a oferecer a outro homem? Ele por acaso pode perdoar pecados? Ele por acaso pode salvar a alma? Ele pode dar a vida eterna? Não!!!

É claro que quem quer tomar o lugar de Deus vai desconsiderar tudo isso e induzir outros a fazerem o mesmo. Até o evento da Torre de Babel os seres humanos eram todos iguais e falavam o mesmo idioma. Porém, depois dali as diferenças começaram. E até hoje a maioria das guerras acontecem, porque o ser humano não consegue respeitar as diferenças dos outros. E quando começou as diferenças? Quando o homem tentou se igualar a Deus.

Por mais que a ciência avance, por mais que as maravilhas farmacológicas possam falsamente tentar acrescentar mais anos de vida ao ser humano, por mais que digam o contrário à nossa fé, Deus é Deus ontem, hoje e será eternamente e não há como se igualar a ele.

Enquanto tudo isso acontece mais e mais pessoas se iludem com esses fatos. Nas escolas jovens ficam eufóricos com os comentários de professores descrédulos que tentam invalidar as doutrinas cristãs; os leitores de jornais, revistas e os que fazem pesquisas na internet também recebem tais teorias e não as filtram e fazem delas alicerces nos quais querem apoiar suas vidas. O perigo não tomar conhecimento das informações, mas é não examiná-las devidamente e depois reter só o que é bom.

Às vezes deliberadamente e outras vezes por falta de uma direção as pessoas estão caminhando para mais distante de Deus.

A igreja de Cristo aqui na terra não pode cruzar os braços, pois fomos colocados como profetas e sacerdotes para um mundo que anda em trevas. A função profética da igreja deve ser a de confrontar as pessoas com a Palavra de Deus. Confrontá-las não é necessariamente agredi-las, mas propiciar que seus pontos de vista sejam contrapostos aos pontos de vista de Deus na sua Palavra.

No que se refere à função sacerdotal da igreja, precisamos promover encontros de reconciliação da criatura com seu Criador.

Este deve ser o nosso compromisso: levar a mensagem de Deus a toda criatura. Não importa as circunstâncias, nem que todo o resto da sociedade professe o contrário, a função da igreja é levar a Palavra de Deus aos corações que não sabem o caminho de se achegar a Deus. Façamos isso a tempo e fora de tempo como nos orienta o apóstolo Paulo, pois está próxima a vinda do nosso Senhor.

(Mensagem apresentada Na Igreja Evangélica Batista em Ferreiros em 11/01/09)

December 31

MENSAGEM DE FIM DE ANO

AVALIANDO 2008

*Pr. Edivaldo Rocha

Estamos nos últimos momentos de 2008. É hora de avaliar para projetar 2009.

A pergunta desta noite é a seguinte: como foi 2008 para você? Foi um ano de bons acontecimentos ou foi um ano onde varias notícias desagradáveis surgiram? É verdade que nem sempre temos as conquistas que esperávamos ter no fim do ano anterior, mas uma coisa é certa, não importa se tivemos bons ou maus momentos, sempre o Senhor esteve ao nosso lado.

Isso me faz lembrar de uma história dramática de um campo de concentração nazista onde os soldados alemães tentavam matar na forca um garoto judeu obrigando vários outros judeus assistir. Dizem que a resistência de uma criança é muito diferente de um adulto num castigo como este. Tentaram várias vezes enforcar o garoto. E a cada vez que chutavam o caixote que o apoiava e a criança não morria os soldados se divertiam com a situação e faziam com que o garoto subisse mais uma vez e repetiam a cena. No meio dos judeus que assistiam impotentes o que acontecia um deles questionava onde estava Deus naquela hora? Ao que responde um rabino que também se encontrava no meio deles: “Deus está ali sofrendo com aquele garoto na corda”.

Nos piores e mais difíceis momentos da vida Deus permanece do nosso lado e algo que nos enche de esperança são as palavras do sábio salmista que disse “o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem ao amanhecer” (Sl 30:5). O salmista tinha a plena certeza que com o passar dos dias as coisas melhorariam ou pelo menos as encararíamos com uma nova perspectiva menos dolorosa. Nesse sentido permitam-me contar algo que aconteceu na minha infância.

Num determinado dia me deparei com Samuel. Na época ele era um adolescente, enquanto eu era só uma criança. Samuel nunca foi bonito, pelo contrário, sua falta de beleza destacava ainda mais sua fisionomia mal encarada e alguns distúrbios psíquicos ainda o deixavam mais amedrontador. Nesse dia Samuel foi atingido por algum objeto que não me lembro ter sido arremessado por mim, mas, Samuel tinha a plena certeza que tinha sido eu. Ele então olha pra mim com uma raiva sem tamanho e grita: ‘eu vou matar você’! E eu, muito valente que era, fugi correndo para minha casa. Nunca tive tanto medo na vida como naquele dia. subi a ladeira da minha casa “mais rápido que uma bala”. Pedi apressadamente aos meus visinhos que se visse alguém perguntar por mim, dissessem que não tinham me visto. Consegui escapara do furioso Samuel. Escondi-me por muitos dias dele. Os anos se passaram e vejo Samuel quase todos os dias. Ele não ficou mais bonito, porém, não me causa mais medo e falo comigo mesmo sempre que o vejo: ‘olha de quem eu morria de medo’. Samuel não me causava mais medo.

Esse episódio me faz refletir sobre os anos que se passam. Muitas vezes as situações, ou as pessoas, como Samuel não mudam, contudo o que muda é o nosso ponto de vista em relação a alguns momentos de nossa vida. Tente lembrar na sua história alguma situação que na época te causava aflição ou parecia sem solução. Depois do fato ocorrido e o tempo ter passado como você se sente a esta fase da sua vida? Não parece tão pesada agora não é?

Parafraseando o salmista podemos dizer que o choro pode durar um 2008, mas a alegria virá ao amanhecer de 2009. Pois tudo passa nessa vida, até os dissabores.

2008 não foi só dissabores. Muitas alegrias e conquistas também aconteceram. E por isso podemos dizer: “grandes coisa fez o Senhor por nós e por isso estamos alegres” (Sl 126:3).

Resgatar nesta noite a lembrança das grandes maravilhas que Deus operou em nossas vidas nos enche de profunda alegria. Porque é mais uma prova do amor e bondade de Deus em nossas vidas. 365 dias se passaram e deles ficam esta certeza “os que habitam a sombra do altíssimo estarão seguros”.

Daqui a alguns instantes daremos início a um novo ano e com ele novos projetos, novas metas, novos desafios e novas oportunidades.

Dizia domingo passado na Igreja Batista em Apipucos que os dias que se passam nos dão experiências valiosas para podermos esquadrinhar melhor o nosso futuro, independente de como foram os dias que se passaram. O que não podemos é adentrar em 2009 desprovidos de projetos, metas e desafios, pois cada manhã nos traz também consideráveis oportunidades.

Sei que cada um (aqui) tem planos para o próximo ano, tanto na área secular como na área devocional. Seja como for temos a certeza que sempre teremos Deus do nosso lado, porque foi esta a promessa feita por Jesus ao seu povo “estarei convosco até a confirmação dos séculos”. E nisso nós podemos confiar.

Conversei certa vez com um jovem estava farrapando com o compromisso que tinha com sua igreja. Ele alegava que estava deixando de vir à igreja para estudar, se capacitar para a concorrência do mundo e do mercado de trabalho. Eu disse a ele que a concorrência do mercado de trabalho é realmente desleal, mas uma coisa era ter toda a capacitação possível e encarar sozinho a concorrência do mercado de trabalho. Outra coisa é ter o Senhor ao nosso lado para enfrentar esses desafios. Diante dessa observação o jovem não teve mais o que argumentar.

A maneira mais segura de encararmos novos projetos, metas, e desafios é estando diante da presença do Grande e Soberano Deus.

Daqui a alguns instantes estaremos desejando coisas boas àqueles a quem amamos. Aproveitando esta oportunidade quero desejar algo a vocês para 2009. Não com minhas palavras, tomarei emprestado algumas frases do escritor Vitor Hugo no seu texto Intitulado :

“Desejo”

Desejo primeiro, que você ame, e que amando, também seja amado. E se não for, seja breve em esquecer e esquecendo não guarde magoa. Desejo pois, que não seja assim, mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos, que mesmo maus e inconseqüentes, sejam corajosos e fiéis, e que em pelo menos num deles você possa confiar sem duvidar. E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha inimigos; Nem muitos, nem poucos, mas na medida exata para que, algumas vezes, você se interpele a respeito de suas próprias certezas. E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo, para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil, mas não insubstituível. E que nos maus momentos, quando não restar mais nada, essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante; não com os que erram pouco, porque isso é fácil, mas com os que erram muito e irremediavelmente fazendo bom uso dessa tolerância, você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você sendo jovem não amadureça depressa demais, e que sendo maduro, não insista em rejuvenescer e que sendo velho não se dedique ao desespero. Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor.

Desejo por sinal que você seja triste; não o ano todo, mas apenas um dia. Mas que nesse dia descubra que o riso diário é bom; o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo ainda que você afague um gato, alimente um pássaro e ouça o João-de-barro erguer triunfante o seu canto matinal; porque assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente, por mais minúscula que seja, e acompanhe o seu crescimento, para que você saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo igualmente, que você tenha dinheiro, porque é preciso ser prático. E que pelo menos uma vez por ano coloque um pouco dele na sua frente e diga "Isso é meu", só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum dos seus afetos morra, por ele e por você, mas se morrer, que você possa chorar sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo um homem, tenha uma boa mulher, e que sendo uma mulher, tenha um bom homem e que se amem hoje, amanhã e no dia seguinte, e quando estiverem exaustos e sorridentes, ainda haja amor para recomeçar.

E se tudo isso acontecer, não tenho nada mais a te desejar. A não ser, permitam-me acrescentar, que o Senhor te abençoe e te guarde; que ele faça o seu rosto resplandecer sobre ti e tenha misericórdia de ti; que o Senhor sobre ti levante o seu rosto e te de um feliz 2009 em paz (acréscimos meus).

Feliz 2009!!!

December 28

MENSAGEM DE FIM DE ANO

DESPOJOS DE 2008

*Pr. Edivaldo Rocha

Estamos nos últimos dias de 2008. Para muitos é apenas um período do ano em que alguns feriados imprensam os dias úteis; para outros é o momento de se comprar roupas novas, reformar a casa; são dias de amigos secretos; de confraternizações; de festas; de muita comida e muita bebida.

2008 está terminando e esses dias que antecedem o fim do ano passam tão rápido que não importa se somos funcionários de empresas, autônomos, empresários ou donas de casa, geralmente não conseguimos parar para refletir o que levaremos deste ano para o próximo.

Sei que muitos vão dizer que vão levar as dividas do cartão de crédito, do carnê da loja ou do empréstimo que fizeram. É certo que essas heranças de 2008 cobram muito de nossa atenção e dão aos cabelos que não caíram o tom esbranquiçado.

Mas fora as dividas que sempre estarão conosco, o que mais levaremos deste ano para o próximo? Quais dos relacionamentos deste ano estarão vivos no ano que entra? Será que crescemos enquanto pessoas no decorrer deste ano? Crescemos profissionalmente? Será que fizemos algo marcante ao longo dos 365 dias de 2008 que vale a pena ser lembrado em 2009? Colecionamos mais alegrias ou mais tristezas? Vitórias ou derrotas? Agimos ou ficamos parados no mesmo lugar, quem sabe regredimos? Do ponto de vista espiritual, houve melhoras em relação a 2007? Será que crescemos diante do Senhor ou foi mais um ano onde melhoramos apenas a nossa capacidade de arrumar desculpas?

Se a esta altura do ano não tivemos tempo ou não lembramos de refletir sobre estas perguntas é bom pararmos um pouco no corre-corre da vida para avaliar o que 2008 foi para nós, caso contrário podemos não nos sair bem em 2009. Pois quem não avalia a sua própria história está fadado ao mais trágico fracasso.

Por um tempo o povo de Israel experimentou o fracasso. Plantavam e não colhiam na proporção que plantavam; comiam, mas não saciavam a fome; bebiam, mas ainda permaneciam com sede; se vestiam, mas o frio não passava; trabalhavam e não viam o fruto do seu trabalho. São nessas horas da vida que de uma maneira ou de outra percebemos que tem algo de errado. Saber que tem algo de errado não é o mesmo que identificar o que está errado. A visão de alguém de fora às vezes nos ajuda a perceber o que está fora do comum.

Nessa hora o profeta Ageu se levanta como um porta voz de Deus para dizer ao povo que tais coisas aconteciam, porque eles estavam deixando as coisas do Senhor em segundo plano. As observações e as analogias que Ageu faz e usa deixam claro o que possivelmente pudesse passar despercebido:

“Tendes semeado muito e recolhido pouco; comeis, mas não chega para fartar-vos; bebeis, mas não dá para saciar-vos; vestis-vos, mas ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o para pô-lo num saquitel furado” (Ag 1:6).

Naquela época tinha gente morrendo de trabalhar, mas o que ganhava mal dava para se alimentar. Tinha gente chegando à beira da exaustão nas plantações, mas as plantas não geravam o esperado. Israel nunca foi um povo preguiçoso, pelo contrário, trabalho árduo sempre foi uma de suas marcas, contudo, algo estava errado.

O profeta Ageu no verso anterior (v. 5) e posterior (v.7) ao que lemos repete a mesma expressão: “Ora, pois, assim diz o Senhor dos Exércitos: Considerai o vosso passado” (v.5); e “Assim diz o Senhor dos Exércitos: Considerai o vosso passado” (v.7).

O povo acabara de voltar do cativeiro. Comeu o pão que Nabuconozor amassou. Mesmo assim Israel não lembrava mais o que os fez serem levados cativos à Babilônia. Eles esqueceram que quando desprezaram a aliança que o Senhor Deus fez, eles ficaram por conta da sorte. Mas a sorte não estava do lado deles.

Esta semana li numa revista evangélica uma frase que se emprega bem a essa situação: “o mundo só aprende levando surras colossais”. Infelizmente nem com essas surras colossais Israel aprendeu a lição, ou se aprendeu não lembrava mais dela.

Uma das características mais marcantes do nosso Deus é a sua infinita misericórdia. E foi movido de intensa compaixão que Deus convoca Ageu para dizer ao povo “considerai o vosso passado”. Em outras palavras o profeta está chamando o povo para aprender com sua própria história. Está chamando o povo para melhorar os acertos e aprender com os erros e nunca, sob hipótese alguma, desprezar o que a vida lhes proporcionou. Porque tudo que passamos nesta vida é um aprendizado e tolo é o que não atenta para isso.

Talvez 2008 não foi do modo que queríamos, mas nem por isso ele deixou de nos ensinar. E Deus nos chama à reflexão; nos convida a considerar o nosso passado para esquadrinharmos bem o nosso futuro.

Daqui a alguns dias chegaremos ao final de 2009, pois o tempo voa! Poderemos nesse dia olhar para os 365 das de 2009 e concluirmos que foi um ano de verdadeiras e permanentes realizações? Tudo dependerá de como sairemos de 2008.

Se sairmos deste ano levando como despojos o retrato de um “Israel” negligente, descompromissado, aquém das expectativas do Senhor nosso Deus, lamentaremos no fim de 2009. Por outro lado, se atentarmos para o que este ano foi para nós e o que fomos, o que fizemos e como nos comportamos em 2008 tomaremos, com certeza, decisões mais acertas daqui para frente. Não estou dizendo que só fizemos coisas erradas durante todo este ano, é claro que foi para muitos ou que sabe todos um ano de conqusitas. Todavia, como diz no ditado popular “quando acertardes ninguém te dará tapinhas nas costas, mas quando errares aparecerá aqueles que te apontem o dedo”.

No entanto, ainda temos uma coisa a debater: que tipo de decisões tomaremos para que em 2009 nos saiamos melhor que neste ano?

Há um livreto (Nosso andar diário. vol. 4) que está nas mãos de algumas pessoas da igreja que contém meditações diárias. Dei uma folheada rápida em algumas páginas e achei interessante a reflexão do dia 1° de janeiro que falava das 70 resoluções de Jonatha Edwards. Dentre algumas resoluções destacadas nessa reflexão transcrevo duas que tem a ver com a mensagem desta noite e do que precisamos entender para que 2009 seja melhor que 2008.

Em uma dessas resoluções ele diz o seguinte:

“Perguntarei a mim mesmo no final de cada dia, semana, mês, ano, se que fiz poderia ter sido feito melhor”.

A outra resolução diz respeito à vida espiritual que ele queria ter a partir daquele dia:

“Nunca farei algo de que teria medo de fazer na última hora da minha vida”

Eis duas resoluções que todo crente deveria fazer em sua vida. Uma que o leva a não se conformar só com o realizar algo, mas a realizá-lo com excelência, dando o melhor de si. Existem pessoas que se conformam em oferecer o básico, o necessário, o trivial. Não importa em que área da vida, seja profissional, pessoal ou espiritual, essas pessoas não conseguem ou não acreditam que se derem o melhor de si serão recompensadas à altura. Martin Luther King dizia que “se um homem é chamado a ser um varredor de ruas, ele deve varrer ruas como Michelangelo pintou, ou como Beethoven compôs. Ele deve varrer ruas tão bem que todos os convidados do céu e da terra farão uma pausa para dizer: aqui viveu um grande varredor de ruas, um homem que fez o seu trabalho bem feito”. Até nos lembra a prescrição bíblica que nos diz: “tudo que te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças” (Ec 9:10).

Precisamos aprender a oferecer o que temos de melhor ou realizar as coisas mais triviais da melhor maneira possível. Isso se chama viver em excelência. Faça melhor que você pode. Faça com gosto, faça bem feito, faça para que se lembrem de você.

A outra resolução que todo crente precisa tomar diz respeito a avaliar as nossas ações. Achei muito adequado o juízo de valor utilizado para saber se uma decisão a ser tomada está certa ou não. Se tivéssemos medo de fazer algo na última hora de nossa vida talvez não fosse adequado fazer hora nenhuma da nossa existência.

Além de viver em excelência Edwards queria viver em santidade. Por isso optou por não fazer nada que fosse ter medo de fazer caso estivesse na última hora de sua vida.

As decisões que J. Edwards tomou podem parecer para alguns fanatismo ou no mínimo exagero. Mas se trata de viver com propósito. E nesse caso o propósito de agradar a pessoa de Deus e de dar o melhor de si tanto a Deus como aos outros. Que age resolutamente desta maneira, dificilmente chegará ao fina do ano lamentando pelo ano que teve, mas sentirá uma satisfação incontável e um sentimento de realização, não obstante ter crescido como pessoa e diante de Deus.

É infantilidade e imprudência viver como canta a música “deixa a vida me levar”. O homem sábio e a mulher sábia projetam sua vida, tem coragem de tomar decisões acertadas mesmo que pareça pouco convencional fazer isto. Pessoas sábias consideram os seus dias e aprendem com eles para tomar melhores decisões amanhã.

Que 2009 seja o ano das decisões sábias, porque soubestes considerar bem as ações e resultados de 2008. E que o nosso Deus seja primazia em nossas vidas, pois “o temor do Senhor é o princípio da sabedoria”. Amém!!

December 21

VÉSPERA DE NATAL

EXPECTATIVAS PARA O NATAL

*Pr. Edivaldo Rocha

Nos próximos dias celebraremos a data que ao lado da Páscoa é a mais importante para o cristianismo e conseqüentemente para os cristãos: o Natal.

Esta data é para alguns o momento do ano em que se tem um dinheirinho a mais para fazer compras e reformas na casa; algumas pessoas vêem nesta data a oportunidade de se ganhar dinheiro preparando os detalhes para a celebração dos outros; é também um dos poucos momentos do ano em que se pode reunir a família; para outros é o período do ano em que se vai à igreja; enfim o período do Natal gera expectativas das mais diversas, nos mais variados tipos de pessoas.

Pensando nisso, voltei meu pensamento na história. Exatamente para os dias que antecediam o nascimento de Jesus o Salvador e me deparei com três personagens cheios de expectativas para esta data.

Falo dos três Magos que vieram do Oriente e convido vocês para lerem comigo um trecho da narrativa que fala desses homens.

“E, vendo eles a estrela, alegraram-se com grande e intenso júbilo. Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra” (Mt 2:10-11).

Algumas pessoas associam a palavra mago com feiticeiro ou mágico, mas a mesma palavra também significa no original do grego homem sábio ou homem com capacidade de interpretar sonhos e aplicados na astronomia (estudo dos astros).

Os magos em destaque no texto que lemos se encaixam na qualidade de homens sábios; e poderíamos concluir que a narrativa também nos dá margem para dizermos que esses magos eram pessoas que estudavam as estrelas, visto estarem sendo guiados por uma desde o Oriente.

Pesquisadores bíblicos comentam que esse magos eram oriundos da Babilônia. É muito provável que profecias que apontassem o nascimento do Messias fossem conhecidas lá, levando em conta o período do cativeiro do povo de Israel neste país. Profecias guardadas por mais de 500 anos. Pois foi por volta de 587 AC que Israel foi levado cativo para a terra da Babilônia.

A distância da Babilônia para Jerusalém era de aproximadamente 890 km. Se somarmos a distância de Jerusalém para Belém da Judéia que era de mais 10 km, temos uma distância total de 900 km. É mais ou menos a distância entre Recife e Salvador, na Bahia.

De acordo com algumas tabelas de medidas (contidas em algumas Bíblias) uma pessoa percorria em média 35 km em uma jornada de um dia. Então se os magos conseguiram manter esse ritmo de caminhada por dias seguidos, eles demoraram aproximadamente um mês para chegar a Jerusalém.

O que levou esses homens a fazerem tão grande jornada? Que expectativas eles tinham para aquele evento do nascimento de Jesus? O que motivou os magos caminharem por volta de um mês atravessando desertos perigososcaminhos onde bandidos ficavam de tocaia esperando viajantes com cargas preciosas? Os magos traziam consigo bens preciosos como incensos aromáticos finos, perfumes caríssimos, ouro e muito dinheiro para bancar a viagem como esta.

Que expectativas estavam no íntimo desses homens? O que leva uma pessoa a fazer tal trajeto?

Quando pensava nessas perguntas, conclui que os magos caminharam tamanha distância, porque tinham um sonho que era alimentado por uma esperança que gerava no seu íntimo a certeza de encontrar o menino Jesus, o filho de Deus.

A Bíblia nos mostra, no verso 10, que quando a estrela parou sobre a casa, ou melhor, sobre a estrebaria onde estava o menino, eles se alegraram com grande e intenso júbilo.

Eles com certeza não esperavam encontrar Jesus naquele lugar. Não foi em vão que procuraram primeiramente no palácio do rei Herodes. E como não encontraram lá, talvez se perguntaram uns aos outros, “onde estará o rei se não está no palácio”?

Esse fato me chamou muita atenção...

Por que eles pararam primeiro no palácio do rei Herodes?

Aqueles homens percorreram 890 km perseguindo uma estrela que eles sabiam que os levariam ao local onde estava o menino Jesus, o Messias prometido. Por que então bateram na porta errada? Devemos lembrar que esta ação provocou mais tarde a ira e a loucura do rei que mandou matar todas as crianças de dois anos para baixo. É claro que isso não foi culpa dos magos, mas aconteceu.

Enquanto eles caminhavam por outras cidades e no meio do deserto eles mantinham seus sonhos, esperanças e certezas no acompanhar da estrela, mas quando entraram em Jerusalém baixaram suas frontes e perderam o foco.

Jerusalém sempre foi uma cidade belíssima e cheia de atrativos. As construções suntuosas deixavam os viajantes boquiabertos; a majestade do Templo do Deus altíssimo dava um caráter ainda mais belo àquela cidade.

A beleza do Jardim do Getsemani, ao lado do Monte das Oliveiras talvez criaram na cabeça dos viajantes a falsa idéia que Jesus estivesse ali.

A decepção foi apresentado pelos lábios de Herodes. O menino não está aqui. Nunca ouvi nem falar desta história. Deixe-me conferir com meus assessores.

Por um instante uma ponta de frustração passou no pensamento dos magos que pensaram: “será que estávamos enganados?

Ao saírem do luxuoso palácio reacendeu-lhes a esperança quando viram novamente a estrela que os conduziu desde o Oriente e que conduziria por mais 10 km para o local onde estava o menino Jesus. E lá os seus corações se encheram de alegria e de intenso júbilo, porque os seus olhos estavam vendo o Messias prometido de Deus.

A história nos mostra que podemos aprender com os erros do passado, mas infelizmente temos a tendência a repetir vários desses erros e um deles ocorre nesta época do Natal.

Algumas pessoas ficam deslumbradas com as ornamentações das praças; das lojas; empolgam-se com os amigos secretos; com as confraternizações no trabalho; com as possibilidades de shows de fim de ano; com as roupas novas; com pinturas e reformas de casas; ocupam-se com os preparativos da ceia; e tudo isso faz com que essas pessoas percam o foco, se esqueçam e não reflitam sobre o significado desta data. E infelizmente algumas dessas pessoas são crentes.

A palavra Natal significa nascimento, natalidade. O dia de Natal representa o dia do Nascimento de Jesus o Salvador. A estrela, aquele astro reluzente, guiou os magos por uma grande jornada para aquele que é a luz maior, a luz do mundo.

O sentimento descrito no texto daqueles que procuraram por Jesus é de intensa e indescritível alegria, pois não importa se é em um palácio ou uma estrebaria, onde Jesus habita há abundância de alegria e as demais coisas se tornam secundárias.

O Natal não significa muito para algumas pessoas, porque elas estão procurando depositar seus sonhos, esperanças e certezas em coisas que tempo apaga, mas quando em nosso íntimo existir o profundo desejo de encontrar a razão de ser do Natal, então nos sentiremos felizes e revigoraremos as nossas forças e teremos uma alegria intensa e celestial.

Que este Natal seja uma oportunidade de reavaliamos os nossos conceitos;

Seja uma oportunidade de ajudarmos outras pessoas a entenderem o verdadeiro sentido do Natal, que é Cristo Jesus nascendo em nossas vidas;

E que possamos refletir que Natal é uma das chances que temos de depositar aos pés de Jesus o que de melhor temos, a começar com nossas vidas.

December 14

DIA DA BÍBLIA

O QUE A BÍBLIA É PARA VOCÊ?

*Pr. Edivaldo Rocha

Se perguntassem hoje, o que é a Bíblia para você? O que você responderia? Um não-evangélico diria que é o livro dos crentes; Um ateu responderia que é um livro inventado pela religião; a história das religiões afirmaria que é o livro de regra dos judeus e cristãos. Mas para o crente, o que é a Bíblia?

Resumidamente diríamos que é a Palavra de Deus; é o livro que narra a revelação de Deus ao longo da história; é o livro inspirado por Deus; enfim, é a palavra de Salvação para humanidade.

Contudo, será que já paramos para pensar sobre o que a Bíblia afirma sobre si mesma? Hoje veremos algumas definições para responder a tais perguntas.

clip_image001 A BÍBLIA É O MANUAL DE ENSINO PARA O CRENTE

Primeiramente a Bíblia destaca sua funcionalidade enquanto manual de ensino dos para os crentes. O Texto de 2Tm 3:16-17 afirma que:

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”

Todo crente deve estar sensível ao ensino contido nas Sagradas Escrituras. De nada adianta conhecimento Bíblico sem a prática.

Entre os católicos tem um termo para designar aqueles que se professam religioso, mas não freqüentam as missas. Chamam esse tipo de católico de católicos não-praticantes.

Longe de fazer qualquer crítica aos católicos, pois eles podem cuidar de si mesmos, quero lembrar que fiz esse destaque para afirmar que não existe crente-não-praticante. Ou o crente prática o que a Bíblia lhe ensina ou não é crente.

Contava-se há um tempo que tinha alguns crentes que não queriam ler a Bíblia alegando que cada vez que liam, a Bíblia apontava um erro na conduta deles. E para não serem mais confrontados com suas falhas, esses crentes deixaram a leitura de lado.

O mesmo texto em destaque diz que a Bíblia é também útil para a repreensão. Nesse sentido precisamos lembrar que Deus só repreende aquele a quem ama. A repreensão é o alerta para que aja a correção de conduta da vida do crente.

Ninguém está isento do erro, mas no processo da leitura, repreensão e correção monta-se a dinâmica educacional de Deus que tem como finalidade que o homem e a mulher de Deus sejam perfeitamente habilitados para toda boa obra. O ensino de Deus quando assimilado nos deixa capazes para realizarmos tarefas do tamanho da vontade de Deus.

clip_image001[1] A BÍBLIA É O MEIO DE PURIFICAÇÃO DO CRENTE

A leitura da Bíblia dá ao crente os elementos necessários para uma vida de purificação e santidade. O texto que lemos pela manhã descreve essa característica da Santa Palavra.

“Como pode um jovem conservar pura a sua vida? É só obedecer aos teus mandamentos” (Sl 119:9 NTLH). Se trocarmos a palavra jovem para crente, teremos: “como pode um crente conservar pura a sua vida? É só obedecer aos teus mandamentos”.

As orientações contidas nesse livro garantem ao praticante a pureza de vida e a santificação que são os passaportes para entrada nos céus por intermédio de Jesus o Salvador.

Os escritor Tim LaHaya já dizia que a Bíblia te afasta do pecado e o pecado te afasta da Bíblia. Ou seja, quanto mais te detiverdes neste livro mais puro se tornará o teu ser.

Embora falar de pureza pareça um discurso antiquado ante a sociedade em que vivemos, faz-se necessário destacarmos que não é o discurso de pureza que ficou antiquado ou ultrapassado, mas é a prática religiosa da sociedade que não admite mais mudança de vida, não se aceita aperfeiçoamento de caráter.

A religião que muitos procuram é aquela que oferece apenas o título de religioso, mas os praticantes não aceitam a mudança de vida e por isso taxam a Bíblia e seu discurso como antiquados e ultrapassados.

Esquecem-se eles que as palavras de Jesus “quem não for puro como uma criança não entrará nos reino de meu Pai” ainda ecoam na história e é atestada em sua Santa Palavra e dela não podemos fugir. Todavia, a cada momento que nos aproximamos desse texto somos compelidos a mudar nossa postura, a fim de nos apresentarmos como novas criaturas ante a sociedade e ante o nosso Deus.

clip_image001[2] A BÍBLIA PROMETE SUCESSO PARA QUEM A SEGUE

A primeira grande conquista que Israel obteve foi precedida por uma promessa de Deus eternizada em sua Palavra, senão vejamos:

“Ninguém te poderá resistir todos os dias da tua vida; como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei, nem te desampararei. Sê forte e corajoso, porque tu farás este povo herdar a terra que, sob juramento, prometi dar a seus pais. Tão somente sê forte e mui corajoso para teres o cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares. Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido” (Js :5-8).

Israel não tinha prática em guerras. As experiências nos deserto não eram suficientes para que eles se considerassem uma nação especialista em guerras e conquistas. Era natural a sensação de medo no povo, afinal os novos adversários que viriam pela frente tinham um currículo militar muito mais elevado. Suas cidades eram preparadas para conflitos pesados.

E o que Israel tinha?[...]

Israel tinha uma promessa!

E tal promessa predizia que eles seriam bem sucedidos se não desprezassem a Palavra do Senhor. Eles teriam a vitória certa nas mãos se em seus olhos estivessem nas letras da lei, no seu coração houvesse meditação e na sua prática seus ensinamentos.

Certa vez alguém me dizia que estamos num tempo em que as pessoas devem se capacitar para encarar a concorrência do mercado de trabalho. Lembro-me que disse a esta pessoa que poderíamos ter a melhor capacitação para encarar o mercado de trabalho, mas encarar esse desafio sozinho era uma coisa, outra coisa era ter o Senhor ao nosso lado.

Não importa a concorrência que temos de enfrentar ou a grandeza do desafio; se tão somente nos aplicarmos em falar, meditar e praticar o que diz este livro da lei, teremos a certeza que em Deus nós seremos bem-sucedidos.

Essa é a promessa de Deus feita a todos que dão o devido valor a sua palavra. Não se trata de encantamentos ou simpatias para sermos bem-sucedidos, mas na medida em que aplicamos os ensinamentos contidos neste livro em nossas vidas, adquirimos sabedoria, inteligência e bom senso para lidarmos com qualquer situação.

E quando esta palavra encontra guarida em nosso coração, agradamos ao Deus Pai e esta ação faz com que seus olhos estejam voltados para as nossas vidas, então teremos a recompensa de Deus transformada em vitórias nesta vida.

Nenhum outro livro da história pode oferecer isso que acabei de vos falar, porém só alcançamos este último ponto no qual somos bem-sucedidos, quando os dois primeiros forem evidentes em nossas vidas. Ou seja, quando nos deixarmos influenciar pelos ensinos deste manual para que dia-a-dia nos purifiquemos de todo mal que nos cerca. Ai então, desfrutaremos de todas as maravilhas reservadas por Deus para nossas vidas.

O que a Bíblia pra você?

A minha oração é que possas responder que ela é o teu manual de ensino; que é o meio pelo qual adquirimos purificação de nossas vidas e é aquela que nos dá a certeza que seremos bem-sucedidos a medida que a obedecemos e a encaramos como voz do Senhor Deus para a humanidade

November 16

JOÂO Cap. 6

EM BUSCA DO DEUS SOBRENATURAL

* Pr. Edivaldo Rocha

16/11/08

Uma pessoa a qual conheço é muito apegado a algumas práticas exotéricas. Quando procurou uma costureira a fim de reformar uma almofada que ele usava para prática da meditação foi questionado da seguinte maneira pela costureira:

—“O que o senhor vai fazer com essa almofada”? Perguntou a costureira

— Ao que responde o senhor que seria para encontrar “a luz” mediante a meditação.

A costureira não satisfeita com a resposta fez-lhe outra pergunta:

—“O que o senhor fará quando encontrar essa luz que procura”?

O senhor em questão abriu um “sorriso amarelo” e não soube o que responder.

Por incrível que pareça essa tem sido uma das características marcantes do fenômeno religioso típico da pós-modernidade. A espiritualidade é marcada por uma busca que termina em si mesma. E como no exemplo verídico acima as pessoas desprendem grandes esforços em busca de algo que não querem encontrar. Ou quando encontram não sabem como reagir ante ao resultado de sua busca.

Nesse sentido convido todos vocês que nos escutam (ou lêem este texto) a fazerem uma leitura do capítulo seis do evangelho segundo escreveu João. Os setenta e um versos deste capítulo são divididos na versão bíblica Revista e Atualizada, de João Ferreira de Almeida em seis unidades interligadas: a primeira divisão corresponde aos versos 1-15 que narra a multiplicação do pães; a segunda divisão, 16-21, narra o episódio em que Jesus anda por sobre o mar; em seguida os versos 22-40 narra o discurso em que Jesus afirma ser o pão da vida descido dos céus; a quarta unidade 41-58 narra a murmuração dos judeus; a penúltima unidade 60-65 fala do escândalo que os discípulos alegaram ante as palavras de Jesus; por fim os versos 66-71 narra o momento em que alguns dos discípulos abandonam a Jesus.

A seqüência do texto descreve ou representa o retrato da religiosidade vivida em nossa cultura pós-moderna. Em outras palavras, representa a idéia de pessoas que buscam se realizarem espiritualmente, mas quando se deparam com o resultado de suas buscas não sabem o que fazer.

Jesus disse: “todo aquele que meu pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (Jo 6:37).

Deus chama a pessoas para si fazendo-as se encontrarem com seu Filho, Jesus, que é “o caminho, a verdade e a vida” e ninguém alcança o Pai se não for por intermédio de dele. O verso 37 nos diz que todo aquele que vem a Jesus jamais será lançado fora, mas será para sempre ovelha de seu pastoreio. Estar no pastoreio de Jesus é ter a certeza que ele sempre estará cuidando de suas ovelhas.

Abrahan Maslow um famoso psicólogo americano desenvolveu uma teoria em que montava a pirâmide das necessidades. Essa pirâmide é bem conhecida nos cursos de liderança e de administração e diz que o ser humano tem algumas necessidades a vencer em sua vida.

 


Primeiramente o ser humano tem que satisfazer suas necessidades fisiológicas (alimentação, vestuário...);

vencida essas necessidades surge as necessidades de segurança, que giram em torno de uma estabilidade para manter a primeira;

em seguida vem as necessidades sociais (o ser humano quer fazer parte de um grupo);

a outra necessidade humana é a de reconhecimento ou de auto-estima;

por fim vem a necessidade de auto realização.

Pirâmide de Maslow

Diante dessas necessidades, onde está a necessidade de Deus? Santo Agostinho dizia que temos um vazio dentro de nós do tamanho de Deus, ou um vazio que só Deus poderá preencher. Os estudiosos dessa teoria de Maslow afirmam que a necessidade de Deus surge quando vencemos todas as necessidades da vida, ou seja, depois da auto-realização.

Embora essa teoria seja reconhecida e respeitada no mundo acadêmico eu discordo dessa interpretação religiosa que fazem do seu pensamento. Pois não importa se temos muito, pouco ou nada; não importa se somos crianças, jovens ou adultos, mais cedo ou mais tarde todos nós precisaremos preencher o vazio de Deus em nossas vidas.

A teoria de Maslow vai mostrar que só pessoas que venceram todas as suas necessidades podem desprender uma busca para encontrar a Deus. Porém a história da humanidade mostra uma realidade diferente. Nesse sentido não posso me esquecer da história de Agar. Mulher que poderia ter sido a herdeira de um grande patrimônio do patriarca Abraão, mas no lugar disso foi injustiçada, humilhada e expulsa de casa.

Quando vagava pelo deserto viu seu alimento acabar e sua água secar. Quando seu filho chorava por não ter o que comer e o que beber ela se afastou e ficou a distância, pois aquela mãe não agüentava ver de perto o sofrimento de sua criança. Suas esperanças definhavam com a imagem de seu filho a beira da morte.

Quando Agar estava no fundo do poço da vida, Deus vem ao seu encontro e diz que apesar das circunstâncias ele estava tomando conta  dela e de seu filho Ismael.

A história de Agar revela uma coisa muito importante: Deus vem ao nosso encontro. A presença de Jesus aqui na terra é a maior prova desse fato.

Mas o que fazer quando Deus vem ao nosso encontro?

O texto de João 6 mostra que o povo não soube direito o que fazer quando Deus veio ao seu encontro na pessoa de Jesus.

Primeiro tentaram fazer dele um rei pela força: “Sabendo, pois, Jesus que estavam para vir com o intuito de arrebatá-lo para o proclamarem rei, retirou-se novamente, sozinho, para o monte” (6:15).

Segundo tentaram se aproveitar de sua boa vontade: “Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes” (6:26).

Em terceiro lugar, murmuraram quando ele afirmou sua divindade e cobrou mudança de vida: “Murmuravam, pois, dele os judeus, porque dissera: Eu sou o pão que desceu do céu. E diziam: Não é este Jesus, o filho de José? Acaso, não lhe conhecemos o pai e a mãe? Como, pois, agora diz: Desci do céu?” (6:41-42s).

Já não fosse isso demais, se sentiram escandalizados quando afirmou ser enviado por Deus: “Mas Jesus, sabendo por si mesmo que eles murmuravam a respeito de suas palavras, interpelou-os: Isto vos escandaliza? Que será, pois, se virdes o Filho do Homem subir para o lugar onde primeiro estava?” (6:61-62). O interessante nesse trecho é que quando realizou milagres curando enfermos, multiplicando os pães, expulsando demônios ninguém se escandalizou.

E por fim muitos reagiram abandonando a Jesus: “À vista disso, muitos dos seus discípulos o abandonaram e já não andavam com ele” (6:66).

O povo que a muito tempo esperou e procurou o Messias prometido, o Ungido de Deus, não soube como reagir quando alcançou o que esperava e encontrou o que buscava.

Todos nós sem exceção desejamos em nosso intimo encontrar com o Deus sobrenatural.

Hoje Deus veio ao seu encontro. Qual será a sua resposta?

Hoje Deus te chama para preencher o vazio da tua vida; hoje ele te chama para mudar a tua história; hoje ele está aqui para te tirar do deserto que se tornou a sua existência; ele está aqui para te tirar do fundo do poço.

Quem sabe possas estar dizendo: “quem sou eu para que Jesus queira me ajudar”? Sabe qual é a resposta para esta pergunta?

Aquela do verso 37: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora”. Sabe o que isso significa? Que não importa como você esteja, não importa o que você já fez, ele te aceita de braços abertos e jamais deixará que você saia de junto dele.

Diga sim para Deus; ele já disse sim para você!

“Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jr 29:13)

October 29

MENSAGEM BÍBLICA EM JO 1:1-14

TRÊS DETALHES QUE MUDARAM A HISTÓRIA

*Pr. Edivaldo rocha

Ao ler um comentário bíblico que descrevia algumas características do evangelho de João, me vieram à mente três detalhes de extrema importância para a história da humanidade e principalmente para a história do ser humano que quer encontrar Deus em sua caminhada.

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela. Houve um homem enviado por Deus cujo nome era João. Este veio como testemunha para que testificasse a respeito da luz, a fim de todos virem a crer por intermédio dele. Ele não era a luz, mas veio para que testificasse da luz, a saber, a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem. O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.” (Jo 1:1-14).

Os primeiros quatorze versos do evangelho de João é carregado de elementos filosóficos e teológicos tanto da cultura judaica, quanto da cultura grega. A sua síntese formou um belo hino de fé que seria cantada pela conhecida Comunidade Joanina ao receber este tão belo material. O que os pesquisadores chamam de Comunidade Joanina, provavelmente era um conjunto de igrejas que se organizaram nas imediações da cidade de Éfeso.

Não é meu interesse expor nesta mensagem o que cada elemento desse hino cristão representou para a igreja que estaria recebendo em primeira mão essa parte das Escrituras Sagradas. Mas compartilharei com a igreja, três detalhes que mudaram a história da humanidade. E hoje com base nesses três detalhes não mudamos mais a história da humanidade, mas mudamos as nossas próprias vidas e trabalhamos para mudar a vida de homens e mulheres que entram em contato com a palavra de Deus.

clip_image001 DEUS SE FEZ CONHECER

No livro do Êxodo, Moisés pediu a Deus que dissesse que ele era, para dizer ao povo de Israel na ocasião da fuga do Egito em direção à Terra Prometida (Ex 3:11-15). A resposta que Moisés recebeu foi a seguinte; “assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós”. Deus não permitiu que Moisés lhe chamasse pelo nome. Naquele dia Moisés entendeu que Deus não cabia em um nome, que Deus não cabia em uma forma, e bastava-lhe saber que Deus era Deus.

Israel falhara na missão de ser sacerdócio santo para os povos da terra. A criação de Deus, chamada de ovelhas do Senhor pelos profetas bíblicos andavam pelo mundo desgarradas sem ter um pastor. Compadecido delas, o próprio Deus veio para pastoreá-las.

Jesus na execução de seu ministério terreno disse: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue nunca andará na escuridão, mas terá a luz da vida” (Jo 8:12).

Deus se fez luz para se dar a conhecer na pessoa de Jesus.

As ovelhas de Israel não mais andariam errantes por não ter quem as pastoreassem, mas o próprio Deus se fez carne e se deu a conhecer pelo ser humano.

Agora, além de ser o EU SOU, ele também se tornou visível e apresentou-se com uma forma: Deus quis dar-se a conhecer na pessoa de Jesus.

Eis o primeiro detalhe que mudou a história da humanidade:

DEUS SE FEZ CONHECER para o ser humano.

clip_image001[1] DEUS INSPIROU FÉ NA HUMANIDADE

O mais bem-aventurado dentre os profetas teve uma missão tão grande que quase sua missão se confundiu com sua própria pessoa.

A missão de João Batista foi abrir as portas para uma nossa realidade de fé onde a humanidade mudaria o curso da sua história. Por realizar com tanta devoção, humildade e transparecendo tanta graça de Deus, era quase impossível não pensar que ele não falasse de si mesmo. Contudo, sua tarefa era ser o precursor de uma nova realidade de fé em Deus.

As pessoas estavam condicionadas a um conceito de fé baseado em crendices e superstições. Tal conceito se desviara grandemente do propósito de Deus para o homem, desde os dias em que Deus chamou pessoas e o próprio povo de Israel para segui-lo apenas por sentir a sua presença e escutar a sua voz.

Na tentativa de materializar a ação de Deus, o ser humano se revestiu de esculturas, imagens, objetos supostamente sagrados e com isso foram se distanciando cada vez mais do Deus Criador do universo.

Deus então se fez ver, se fez ouvir, se fez sentir na pessoa de Jesus, para que o ser humano se desapegasse das imagens e objetos oriundos de crendices e superstições e agora alimentasse uma fé aos moldes do passado baseada e alicerçada na confiança e no compromisso com Deus.

João testificou de Jesus o filho de Deus. Aquele que introduziria uma nova realidade de fé fundada e firmada na sua pessoa que era ao mesmo tempo a pessoa de Deus.

E mais esse detalhe mudaria em definitivo a história da humanidade.

clip_image001[2] DEUS INTRODUZIU A SALVAÇÃO PARA O SER HUMANO.

Todo processo de mudança traz atrelado a ele um elemento chamado resistência. Falou ou pensou-se em mudanças os defensores da conjuntura vigente levantar-se-ão em oposição ao novo.

Mesmo que as novas mudanças tragam características melhores que as atuais, há sempre que tire lucro do sistema por pior que ele seja.

Agora tentem imaginar uma mudança no curso da humanidade. Com certeza não faltariam opositores a essa realidade.

Jesus veio para a Nação Eleita, mas os que viviam nas trevas se opuseram a ele por dois motivos básicos: uns por lucrarem com o estado de trevas e outros por não saber o que fazer sem as trevas na sua vida, ou em outras palavras por terem medo de saírem das trevas.

É incrível perceber como ainda nos dias de hoje pessoas rejeitam a oportunidade de Deus dada à humanidade. Pessoas que estão atoladas no pecado e no sofrimento, e que rejeitam salvar suas vidas e suas almas. É semelhante a pessoas que vivem muito doentes e quando encontram possibilidades de tratar de suas enfermidades faltam a consultas, não tomam as medicações, protelam tratamentos agindo, creio que inconscientemente, alimentando uma idéia, sem fundamentos, que os outros não se importaram com ela se ela não estiver mais nesta situação. Irmãos! Não se iludam isso é mais comum que parece.

Porém, mesmo havendo opositores e quem rejeitasse a oportunidade de Deus à humanidade, a ação salvadora de Deus fora iniciada com a encarnação do próprio Deus em figura humana: Jesus mudaria em definitivo a história da humanidade.

As trevas foram banidas; as ovelhas que outrora andavam sem pastor forma encontradas pelo Bom Pastor; e esse Bom Pastor se deu em sacrifício puro para que o ser humano tivesse uma oportunidade divina.

Em suma DEUS INTRODUZIU A SALVAÇÃO no mundo para que o ser humano voltasse a se relacionar com ele mediante a um compromisso de fé, que colocaria abaixo toda superstição e crendice, porque Ele se fez conhecer.

Esses detalhes mudaram a história da humanidade. E ainda hoje mudam vidas de homens e mulheres, como eu e você, que se dispõem, a conhecer esse Deus, assumindo com ele um compromisso de fé adquirindo a certeza de salvação no dia final.

Jesus no passado mudou o curso da história e hoje muda o rumo de muitas vidas que estavam perdidas nas trevas, quando essas vidas o conhecem encontram a luz que conduz aos céus.

Esses detalhes que mudaram a história da humanidade são a base de nossa fé: o cristianismo. Valorize-os!

(MENSAGEM APRESENTADA NA IBA EM 29/10/08)

October 19

mensagem no Salmo 30:5

DIAS MELHORES VIRÃO

*Pr. Edivaldo Rocha           

Pensava eu sobre o rei Davi quando este escrevia o salmo 30. Mais precisamente quando lia a última parte do verso 5 que nos diz: “o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã”.

            Os dias de mocidade de Davi mostravam um jovem trabalhador. Não é em vão que tomava conta do rebanho de seu pai. Mostrava a história de um jovem forte que lutara com ursos e leões. Sua mocidade mostrava que era um jovem de coragem, quando decidira lutar com o gigante Golias tendo nas mãos apenas uma funda e nos bolsos algumas pedras.

Os dias se passaram e a vida de Davi mudava à medida que envelhecia. Não que ele houvesse perdido o gosto pelo trabalho, ou sua coragem. Digo que sua vida mudou porque as suas ações não diziam mais respeito às ovelhas de seu pai, mas suas ações, enquanto rei, refletiam agora no povo. Os dias que se passaram trouxeram para Davi responsabilidades maiores. E muito embora sua experiência aumentasse ao longo dos anos, suas forças diminuíam e sua coragem colocava em risco a sua própria vida.

No livro de 2Sm 21:15-17, temos o relato que Davi saiu para o confronto com uns filisteus da estatura de Golias, filisteus descendentes de gigantes. Talvez Davi havia pensado consigo mesmo: “um dia venci o gigante Golias em nome do Senhor, o que me impede de vencer um dos seus descendentes agora?” Só que Davi embora tivesse a mesma coragem de sua mocidade, não tinha mais a mesma vitalidade e força. Por um triz não perdeu a sua vida. E se alguém perguntar por que Deus não lutou com Davi naquele momento com fez no passado. Diríamos que na presente data os homens de Israel podiam vencer, como fizeram, sem precisar usar um garoto com funda e algumas pedras. Na época de Golias os homens fortes de Israel estavam se acovardando, mas no período do conflito descrito em 2° Samuel, não faltava coragem para os guerreiros de Israel.

A vida do rei Davi exposta em alguns de seus Salmos descreve que os dias também trouxeram sérios problemas de Saúde. A ponto de ele comparar essas crises de saúde com o “vale da sombra da morte” no salmo 23:4.

O salmo 30 também é fruto de momentos difíceis na vida de Davi. Os pesquisadores apontam que o que motivou este salmo foi uma pesada enfermidade, que quase lhe levou à morte. E quando procuro entender o que a segunda parte do verso 5 significaria para Davi, não posso deixar de perceber a chama de esperança viva dentro de seu peito.

“O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã”, é mais que uma rima melodiosa de uma música. Ela é a síntese da esperança mantida pelo próprio Deus no coração de Davi.

Em outras palavras é uma certeza que depois daqueles dias maus e dias de dor, a alegria viria com o amanhecer de um novo tempo.

Quando recebi o tema para esta mensagem, que é o tema da alegria, não pude deixar de vislumbrar a difícil tarefa de falar de alegria quando muitos estão sofrendo. Contudo, falar de alegria é falar de esperança. Falar de alegria é mostrar esperança aos olhos que já estão cansados de tanto chorar.

Ontem pensava a respeito do aniversário da irmã Kátia  (no último Sábado 18/10/08) e ensaiava algumas palavras caso a ocasião precisasse que fosse dito algo. E refletia sobre os dias que passam em nossas vidas e fazem que sempre uma idade nova nos chegue. E nessa reflexão questionei o que representa o passar dos dias para quem está sofrendo?

Diante desse questionamento cheguei a seguinte conclusão: os dias novos que se sucedem em nossas vidas podem representar esperança. “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã”.

            Agora notem que eu não usei as palavras “com certeza” os dias que se sucedem em nossas vidas representaram esperança. Usei, “podem representar”, e por quê?

            Porque tudo dependerá de como encararemos esses novos dias em nossas vidas.

            Se encararmos a cada dia que nasce remoendo os dias tristes e as coisas desagradáveis que nos aconteceram nos dias que se passaram, os novos dias serão um sinônimo da prolongação do sofrimento e viveremos numa angústia sem fim.

            Porém, se encararmos os novos dias que Deus nos oferece como uma oportunidade de correr atrás e alcançar a alegria tão desejada por qualquer pessoa, os dias que sempre se sucedem em serão um referencial de esperança. E com certeza poderemos dizer como o salmista: “o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã”.

Nos versos 11 e 12, o salmista já de posse da vitória que o Senhor lhe proporcionara disse:

“Converteste o meu pranto em folguedos; tiraste o meu pano de saco e me cingiste de alegria, para que o meu espírito te cante louvores e não se cale.

 Senhor, Deus meu, graças te darei para sempre.”.

 

 

Pela dádiva de um dia vir após outro trazendo esperança para continuarmos a viver em alegria é que o podemos acreditar como o salmista que dias melhores virão. Creia você também nisto!



(mensagem apresentada na Congregação da Igreja Batista em Apipucos em Timbi no dia 19/10/08)


October 13

mensagem bíblica: O exercício da fé

 

O EXERCÍCIO DA FÉ

*Pr. Edivaldo Rocha

*1Co 15:1-58

A igreja de Corinto despertou a atenção do apóstolo Paulo quando em seu meio os crentes manifestaram uma ação não muito típica para quem se professava cristão. Segundo pesquisadores, alguns crentes em Corinto rejeitavam a doutrina principal do evangelho: a ressurreição de Cristo Jesus. E se perguntássemos em que isso comprometeria a fé cristã? Em 1Co 15:14 obteríamos a resposta: “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé”. Ou seja, se Jesus não ressuscitasse dentre os mortos não haveria salvação e vã seria a nossa fé e a nossa pregação como Paulo mesmo diz no verso em destaque.

Quando pensava sobre este verso me questionava sobre o que poderia tornar a nossa fé vã? Ou o que nos faria enquanto cristãos perder o nosso tempo no que se refere à nossa fé?

O texto do capítulo 15 da 1ª carta aos coríntios descreve alguns elementos que deveríamos estar atentos como crentes que não têm tempo a perder, muito menos manifestar a fraqueza espiritual da igreja de Corinto.

I. GUARDAR A DOUTRINA (v. 1-2)

O apóstolo Paulo introduz o capítulo lembrando algo crucial para aquela igreja e com certeza a igreja de Jesus Cristo espalhada na face da terra:

“Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais; por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão” (v. 1-2)

Uma das maneiras de não crermos em vão é manter o evangelho, tal qual como recebemos. O que muitos crentes não levam em consideração é que o conjunto de doutrinas defendido por suas respectivas denominações corroboram para unidade do Corpo de Cristo que é a igreja.

Em outras palavras, quando um crente começa a fazer um self-service doutrinário religioso, algumas convicções de fé se fragilizam. Conseqüentemente o crente também. O que é um self-service doutrinário? Usamos esse termo ilustrando com um restaurante self-service, onde o cliente escolhe o que vai comer e coloca na balança. O self-service religioso é praticado por aquele crente que fica colocando no seu prato elementos doutrinário que necessariamente não correspondem ao de sua denominação. Formando uma salada doutrinária que fará mais mal do que bem.

Isso geralmente acontece quando um crente freqüenta várias igrejas ao mesmo tempo. Os pastores não têm culpa desse self-service, visto que eles estão doutrinando suas igrejas. Que culpa teria um pastor ao alimentar suas ovelhas e ver que no meio de seu rebanho aparece uma ovelha de rebanho diferente e com uma dieta espiritual também diferente?

Ele deveria deixar de alimentar suas ovelhas para não comprometer o doutrinamento de outra denominação? Não! O que não deveria acontecer é crentes saírem de suas igrejas para se alimentar em outras igrejas.

Quero destacar que não falo isso por achar que estou concorrendo com alguém na disputa pelos membros. Mas se pretendemos ter em nossas igrejas ovelhas sadias e com uma dieta espiritual balanceada, aptas para suportar toda e qualquer situação, não obstante podermos trabalhar na melhoria de caráter desses crentes. Precisamos que esses mesmo crentes estejam presentes na sua igreja.

Perseverar na doutrina de nossa igreja faz com que não enfraqueçamos a nossa fé.

II. EXERÇA UMA ATIVIDADE PARA EXERCITAR A SUA FÉ (v. 9-10)

Os versos 9 e 10 descrevem a situação do apóstolo enquanto crente em Jesus Cristo.

“Porque eu sou o menor dos apóstolos, que mesmo não sou digno de ser chamado apóstolo, pois persegui a igreja de Deus. Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo.” ( v. 9-10).

Dizem popularmente que “o trabalho dignifica o homem”. Na igreja o trabalho dignifica o homem o fortalece na fé.

Quando nos acomodamos por muito tempo, geralmente ficamos frustrados. É claro que esse sentimento não vem de cara, mas é precedido por dois outros: o primeiro deles é a indisposição religiosa. O que é isso? É quando o crente se cansa de outros crentes. Esse é o primeiro sintoma que leva o crente a deixar de servir. Essa indisposição religiosa compromete a comunhão da igreja. E igreja que não está em comunhão se enfraquece; em seguida vêm as crises de consciência. Esse já é um estágio mais avançado. Ocorre quando o crente quer arrumar desculpas para sua falta de ação na obra do Senhor. Como geralmente as desculpas que ele mesmo arruma não lhes satisfazem, vem as crises de consciência. Creio que as crises de consciência é a própria ação do Espírito Santo dando alertas para esse crente que está nesse segundo estágio que antecipa à frustração. Por acaso não é o Espírito Santo que nos convence do pecado, da justiça e do juízo e não é ele que nos faz lembrar todas as coisas. “Não extingais o Espírito Santo” (1Ts 5:19). Quando ele martelar a tua consciência lembra que é para voltardes ao primeiro amor.

Por último vem a frustração com sua fé. Esse último estágio é muito perigoso para a saúde da fé de uma pessoa. É o estágio onde o crente se vê decepcionado consigo mesmo. E perguntas como “o que estou fazendo aqui” maltratam mais e mais a alma. Da frustração para o abandono é um salto que conduzirá ao abismo.

O apóstolo Paulo trabalhava para não ver suas convicções transformarem-se em coisas vãs.

O trabalho cristão, o trabalho no Reino de Deus, o trabalho para sua igreja e seus irmãos fortalece a nossa fé e nos vacina contra frustração da fé que leva à apostasia.

III. FÉ GERA FÉ; DESCRENÇA GERA DESCRENÇA (v. 13 e17)

No verso 13, o texto descreve que “E, se não há ressurreição de mortos, então, Cristo não ressuscitou”. Notem o que Paulo está dizendo à igreja de Corinto. Ele está dizendo que se um ponto como este da doutrina cristã é enfraquecido outros vão se enfraquecer de tabela.

No texto está descrita a descrença na ressurreição dos mortos por parte de alguns crentes da igreja de Corinto. Se não criam nesse ponto, então o ponto mais fundamental da fé cristã também ficava comprometido. E comprometendo a ressurreição de Jesus não há base para a salvação e vã é a nossa fé.

Já não fosse isso comprometedor demais o verso 17 aponta mais um problema co-relacionado ao assunto do capítulo que trata da doutrina da ressurreição. “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados” (v.17).

Percebam que a doutrina da expiação de pecados perde seu sentido também. E se não obtemos o perdão dos pecados não temos razões para estar aqui. Não temos razões para cantar.

As doutrinas bíblicas são interligadas ou co-relacionadas umas com as outras. Mexa em uma e comprometerás as demais.

É nesse sentido que digo que fé gera fé e descrença gera descrença. A Bíblia nos mostra um caminho saudável em direção ao Pai das Luzes. Porém qualquer decréscimo ou desvio que for implantado a esse caminho comprometerá a nossa chagada.

Modismos doutrinários nada contribuem para uma fé equilibrada, pelo contrário destroem as sãs doutrinas e deixa vã a nossa fé. Por outro lado, a valorização das doutrinas bíblicas nos levarão aos mananciais das águas tranqüilas preparadas pelo nosso Senhor para todo aquele que crer.

O apóstolo Paulo no capítulo 15 da carta aos coríntios fala da doutrina da ressurreição e nas suas entrelinhas fala do exercício de fé necessário à fé cristã.

Uma fé que não é exercitada vai enfraquecer o crente e essa fraqueza o leva ao desânimo, ao desespero causado pelo pecado e a incredulidade na ação renovadora de Deus em nossas vidas. Por outro lado, o evangelho de Jesus cobra de nós um exercício de fé diário. Esse exercício fortalece e alimenta a certeza da glória e graça de Deus em nossas vidas.

Como o exercício físico previne vários males à nossa saúde, o exercício da fé nos previne dos males espirituais.

EXERCITE A SUA FÉ, GUARDE AS DOUTRINAS BÍBLICAS E VALORIZE O TRABALHO E A COMUNHÃO DE SUA IGREJA. AMÉM!

(Mensagem apresentada na Igreja Batista em Apipucos no dia 12/10/08)

October 09

mensagem no salmo 125

AÇÃO, REAÇÃO E PROTEÇÃO

*Pr. Edivaldo Rocha

“Os que confiam no Senhor são como o monte Sião, que não se abala, firme para sempre. Como em redor de Jerusalém estão os montes, assim o Senhor, em derredor do seu povo, desde agora e para sempre. O cetro dos ímpios não permanecerá sobre a sorte dos justos, para que o justo não estenda a mão à iniqüidade. Faze o bem, Senhor, aos bons e aos retos de coração. Quanto aos que se desviam para sendas tortuosas, levá-los-á o Senhor juntamente com os malfeitores. Paz sobre Israel!” (Sl 125)

Hoje refletiremos sobre as verdades de Deus descritas no salmo 125. Salmo que foi escrito por um homem que tinha sua confiança alicerçada no Deus altíssimo. As linhas do salmo ainda hoje inspiram os compositores musicais a declamar verdadeiros versos de adoração a esse Deus que protege e mantém de pé o seu povo.

Este salmo era cantado pelos fiéis que vinham em romarias para cultuar no Templo do Senhor em Jerusalém. Tais linhas nos apresentam pelo menos três lições que intitularei de ação, reação e proteção.

 

  • AÇÃO

A primeira lição que a palavra no ensina fala da ação do povo de Deus, quando este deposita sua confiança em Deus.

Imagino que o salmista escreveu as primeiras linhas deste salmo quando contemplava o povo que chegava à Jerusalém para cultuar a Deus. O povo ao ver o monte Sião se regozijava com o significado do seu nome: fortaleza.

Fortaleza: era o que Sião representava para o povo. Pois nele foi construído o templo do Senhor. O salmista descreve que quando povo confia no seu Deus, esse povo é inabalável com é o monte Sião. Este povo resiste firme como uma montanha e nada o abalará.

Quando o crente confia, ele se torna uma verdadeira fortaleza na linguagem do salmista. E o que isso representa? Representa que quando os ataques vem, o crente permanece de pé, firme e inabalável como um monte.

Hoje algumas pessoas se abalam e até caem ante as dificuldades, demonstrando um reflexo de falta de confiança em Deus. Alguns crentes se esquecem que é Deus que mantém o crente firme: “porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Fl 2:13).

E confiar em Deus é deixar sem reservas que ele faça em nossas vidas o que ele quer fazer.

Confiar plenamente em Deus o nível mais alto de nossa fé e isso nos garante que sejamos como o monte Sião, que não se abala, mas permanece para sempre.

 

  • REAÇÃO

O apóstolo Paulo diz na sua carta aos efésios 6:12 que “a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes”.

Essa afirmativa nos leva a entender bem o que o salmista escreve nos versos 3 e 5 do salmo, que diz: “O cetro dos ímpios não permanecerá sobre a sorte dos justos, para que o justo não estenda a mão à iniqüidade. Quanto aos que se desviam para sendas tortuosas, levá-los-á o Senhor juntamente com os malfeitores”.

Todos nós sabemos que pela incredulidade do mundo Jesus não agradou a todos. Nós como crentes não estamos livres dessa realidade. Volta e meia somos atacados por pessoas que nem sabemos ao certo o porquê estão sendo hostis conosco. A inveja, o egoísmo e a despeita são os sentimentos que muitas vezes alimenta aqueles que nos atacam.

Creio que esta reação que sofremos por sermos servos é fruto da batalha espiritual descrita pelo apóstolo Paulo no texto de efésios acima. Contudo, vejo como também expressa o salmista, que esta reação por mais maldosa que seja não abalará os que confiam no Senhor. Pois o próprio Senhor no tempo apropriado colocará por terra o cetro dos ímpios e colocará a margem àqueles que maquinam o nosso mal.

 

  • PROTEÇÃO

Depois de analisar essas duas primeiras lições, resta-nos apresentar como o salmista descreve esse Senhor. “Como em redor de Jerusalém estão os montes, assim o Senhor, em derredor do seu povo, desde agora e para sempre” (v. 2). Jerusalém é ma cidade protegida pelo relevo montanhoso do Monte das Oliveiras, Monte Moriá e Monte Sião. E a comparação que o salmista faz e que o Senhor é como os montes que envolvem Jerusalém. Montes que ilustram a proteção do Senhor para seu povo que nele confia.

Deus está em volta de seu povo, como montanhas podem estar em volta de uma cidade. As montanhas que servem de escudo protegem a cidade. O Senhor é esse escudo daqueles que confiam na sua provisão. Não obstante fazer o bem àqueles que o amam.

O que mais poderíamos dizer nestas linhas? Apenas, que a confiança no Senhor dá àqueles que nele esperam a certeza que permaneceremos firmes ante as adversidades da vida, que os que maquinam nosso mal serão desviados da nossa presença pelo próprio Deus que é para o seu povo uma barreira protetora, que jamais nos abandonará.

É por isso que acreditamos que vale a pena confiar no Senhor!

O Segredo do Viver

(330CC)

1- Quando nos cercar o mal, ao rugir do temporal,

Em Jesus é confiar, nunca poderá falhar.

O segredo do viver, o segredo do vencer,

É em Cristo confiar! Nunca, nunca duvidar.

2- Quando a dor ou aflição vem turbar o coração,

É preciso confiar, a Jesus tudo entregar.

3- Quando fraco me sentir, quando o mundo me oprimir,

E pesar a minha cruz, “crê somente!” diz Jesus.

4- Quer nas trevas, quer na luz, sempre perto está Jesus,

Perto e pronto pra salvar quem somente confiar.

(mensagem apresentada na Igreja Batista em Apipucos no dia 08/10/08)